Fico muito triste quando percebo ao redor que cada vez mais as pessoas estão dando maior valor a aparência que o que existe dentro de nós. Em nome de uma vaidade ou de uma carência desregrada ficam na periferia do ser quando poderiam muito bem estar mergulhando nas águas profundas do próprio ser. Lá no fundo que existem tesouros inextiguivéis, no entanto, o que importa realmente a grande maioria é o externo.
Somos o segundo país que mais faz cirurgia plástica no mundo, ou seja, existe uma busca desenfreada por reparação estética. Mostra uma deficiência na auto estima nacional, um apelo que veio (talvez) da mídia que exibe diariamente um tipo de beleza que nem todos se enquandram.
As academias se enchem mais e mais de corpos buscando serem belos e sexualmente agradáveis e saudáveis...
Neste século valores espirituais e intelectuais estão emn baixa. Sinto-me envergonhado nesses aspectos. Apesar de ver tantas campanhas incentivando a leitura e a cultura geral ainda encontro pessoas que não curtem esse papo. Peraí... preferem o que? Algo que fique apenas na casca? Beleza é muito bom, ter corpo sarado é muito bom, mas me pergunto: e o resto?
O ser humano é um bicho complexo. Ele tem além do corpo, uma mente que precisa pensar e além disso uma alma que precisa de atenção. Quando tempo faz que você não exercita sua alma? quanto tempo faz que não assisti a um filme bom que leva a alguma reflexão? um livro que seja realmente instrutivo e não apenas um que esteja na moda?
Penso que só viver de fachada é se enganar. Chega uma hora que a verdade lhe sorri... E tudo desmorona. O corpo padece, a beleza diz adeus com todo vigor da juventude e resta.... bem... bem pouco.
Não sou contra buscar ser bonito ou saudável. Tem que se cuidar, mas não esqueça outras coisas que é importante também. Vivamos do essência aquele que no livro do Pequeno Príncipe nos diz que é "invísivel aos olhos".
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Seja como as flores
Essa historinha tem autoria desconhecida mas traz uma sabedoria que deve ser compartilhada, espero que de hoje em diante imitemos as flores...
Em um mosteiro, um jovem discípulo questionou o seu mestre. - Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam. Insuportáveis são as falsas e invejosas.
- Pois, viva como as flores! Advertiu o mestre.
- Como é viver como as flores? Perguntou o discípulo.
- Repare nas flores, continuou o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.
Em um mosteiro, um jovem discípulo questionou o seu mestre. - Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam. Insuportáveis são as falsas e invejosas.
- Pois, viva como as flores! Advertiu o mestre.
- Como é viver como as flores? Perguntou o discípulo.
- Repare nas flores, continuou o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.
Hora de respirar
Foi muito forte aquelas imagens de gente sendo resgatadas lá na região serrana do Rio de Janeiro. Familias inteiras embiaxo de toneladas de terras... Graças a Deus que houve sobreviventes que testemunharam como aguentaram aquelas horas passadas dentro da terra. Uma das coisas que me arrepia de imaginar é justamente ficar sem ar. Aos poucos seu organismo recalma por ar que está acabando, acabando. Imagina o terror que é precisar respirar e não ter ar. Precisamos de oxigênio para nos mantermos vivos. Claro que nem sempre respiramos como deveriamos. Sempre corremos e não damos um tempo para respirar profundamente deixando o ar entrar e fazer seu trabalho.
O homem moderno está enterrado sobre a pressão desse mundo que ele mesmo crio. A pressão que seu meio faz sobre todos faz com que a respiração e a própria vida fique difícil.
Aonde vamos parar? Ninguém mais sabe andar apreciando uma paisagem, as pessoas ao redor. NInguém mais tem tempo para conversar amigavelmente com os vizinhos sem ter que olhar para o relógio. Ninguém mais saboreia uma comida com aquele prazer que precisamos sentir. NInguém mais.
Todo mundo corre atrás do dinheiro, do emprego, do capitalismo, do escambal. NInguém mais presta atenção em sua alma que está sotterada num monte de entulhos desnecessários. Essa alma chora, lamenta, reclama e resiste em viver com o pouco de ar cedido a ela.
Liberte sua alma do cativeiro que você mesmo a colocou.
Respire um novo ar.
Sinta a brisa da tarde.
Converse, ame e viva....
Depois de experimentar isso duvido que queira voltar para debaixo dos entulhos....
O homem moderno está enterrado sobre a pressão desse mundo que ele mesmo crio. A pressão que seu meio faz sobre todos faz com que a respiração e a própria vida fique difícil.
Aonde vamos parar? Ninguém mais sabe andar apreciando uma paisagem, as pessoas ao redor. NInguém mais tem tempo para conversar amigavelmente com os vizinhos sem ter que olhar para o relógio. Ninguém mais saboreia uma comida com aquele prazer que precisamos sentir. NInguém mais.
Todo mundo corre atrás do dinheiro, do emprego, do capitalismo, do escambal. NInguém mais presta atenção em sua alma que está sotterada num monte de entulhos desnecessários. Essa alma chora, lamenta, reclama e resiste em viver com o pouco de ar cedido a ela.
Liberte sua alma do cativeiro que você mesmo a colocou.
Respire um novo ar.
Sinta a brisa da tarde.
Converse, ame e viva....
Depois de experimentar isso duvido que queira voltar para debaixo dos entulhos....
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Onde anda Você - Vinicius de Morais
Num momento em que o termo musica é usado para qualquer coisa que mexa os esqueletos apenas e não diga coisa com coisa como rebalation e companhia, ponho aqui para os ouvidos mais refinados e apaixonados um pouco de Vinicius de Moraes....
Ele me bebeu
Esse texto belissimo (como todos) pertence a Clarice Lispector, cujas qualidades são dispensáveis de falar. O mesmo foi publicado no livro de contos Via crucis do corpo... Delicie-se com a leitura
. Aconteceu mesmo.
Serjoca era maquilador de mulheres. Mas não queria nada com mulheres.
Queria homens.
E maquilava Aurélia Nascimento. Aurélia era bonita e, maquilada, ficava deslumbrante. Era loura, usava peruca e cílios postiços. Ficaram amigos. Saíam juntos, essa coisa de ir jantar em boates.
Todas as vezes que Aurélia queria ficar linda ligava para Serjoca. Serjoca também era bonito. Era magro e alto.
E assim corriam as coisas. Um telefonema e marcavam encontro. Ela se vestia bem, era caprichada. Usava lentes de contato. E seios postiços. Mas os seus mesmos eram lindos, pontudos. Só usava os postiços porque tinha pouco busto. Sua boca era um botão de vermelha rosa. E os dentes grandes, brancos. Um dia, às seis horas da tarde, na hora do pior trânsito, Aurélia e Serjoca estavam em pé junto do Copacabana Palace e esperavam inutilmente um táxi. Serjoca, de cansaço, encostara-se numa árvore. Aurélia impaciente. Sugeriu que dessem ao porteiro dez cruzeiros para que ele lhes arranjasse uma condução. Serjoca negou: era
duro para soltar dinheiro.
Eram quase sete horas. Escurecia. O que fazer?
Perto deles estava Affonso Carvalho. Industrial de metalurgia. Esperava o seu Mercedes com chofer. Fazia calor, o carro era refrigerado, tinha telefone e geladeira. Affonso fizera quarenta anos no dia anterior. Viu a impaciência de Aurélia que batia com os pés na calçada. Interessante essa mulher, pensou Affonso. E quer carro. Dirigiu-se a ela:
— A senhorita está achando dificuldade de condução?
— Estou aqui desde as seis horas e nada de um táxi passar e nos pegar! Já não agüento mais.
— Meu chofer vem daqui a pouco, disse Affonso. Posso levá-los a alguma parte?
— Eu lhe agradeceria muito, inclusive porque estou com dor no pé. Mas não disse que tinha calos. Escondeu o defeito. Estava maquiladíssima e olhou com desejo o homem. Serjoca muito calado. Afinal veio o chofer, desceu, abriu a porta do carro. Entraram os três. Ela na frente, ao lado do chofer, os dois atrás. Tirou discretamente o sapato e suspirou de alívio.
— Para onde vocês querem ir?
— Não temos propriamente destino, disse Aurélia cada vez mais acesa pela cara máscula de Affonso.
Ele disse:
— E se fôssemos ao Number One tomar um drinque?
— Eu adoraria, disse Aurélia. Você não gostaria, Serjoca?
— É claro, preciso de uma bebida forte.
Então foram para a boate, a essa hora quase vazia. E conversaram. Affonso falou de metalurgia. Os outros dois não entendiam nada. Mas fingiam entender. Era tedioso.
Mas Affonso estava entusiasmado e, embaixo da mesa, encostou o pé no pé de Aurélia. Justo o pé que tinha calo. Ela correspondeu, excitada. Aí Affonso disse:
— E se fôssemos jantar na minha casa? Tenho hoje escargots e frango com
trufas. Que tal?
— Estou esfaimada.
E Serjoca mudo. Estava também aceso por Affonso.
O apartamento era atapetado de branco e lá havia escultura de Bruno Giorgi. Sentaram-se, tomaram outro drinque e foram para a sala de jantar. Mesa de jacarandá. Garçom servindo à esquerda. Serjoca não sabia comer escargots e atrapalhou-se todo com os talheres especiais. Não gostou. Mas Aurélia gostou muito, se bem que tivesse medo de ter hálito de alho. Mas beberam champanha francesa durante o jantar todo.
Ninguém quis sobremesa, queriam apenas café.
E foram para a sala. Aí Serjoca se animou. E começou a falar que não acabava mais. Lançava olhos lânguidos para o industrial. Este ficou espantado com a eloqüência do rapaz bonito. No dia seguinte telefonaria para Aurélia para lhe dizer: o Serjoca é um amor de pessoa.
E marcaram novo encontro. Desta vez num restaurante, o Albamar. Comeram ostras para começar. De novo Serjoca teve dificuldade de comer as ostras. Sou um errado, pensou.
Mas antes de se encontrarem, Aurélia telefonou para Serjoca: precisava de maquilagem urgente. Ele foi à sua casa.
Então, enquanto era maquilada, pensou: Serjoca está me tirando o rosto.
A impressão era a de que ele apagava os seus traços: vazia, uma cara só de
carne. Carne morena.
Sentiu mal-estar. Pediu licença e foi ao banheiro para se olhar ao espelho. Era
isso mesmo que ela imaginara: Serjoca tinha anulado o seu rosto. Mesmo os ossos —
e tinha uma ossatura espetacular — mesmo os ossos tinham desaparecido. Ele está me
bebendo, pensou, ele vai me destruir. E é por causa do Affonso.
Voltou sem graça. No restaurante quase não falou. Affonso falava mais com Serjoca, mal olhava para Aurélia: estava interessado no rapaz.
Enfim, enfim acabou o almoço.
Serjoca marcou encontro com Affonso para de noite. Aurélia disse que não podia ir, estava cansada. Era mentira: não ia porque não tinha cara para mostrar.
Chegou em casa, tomou um longo banho de imersão com espuma, ficou pensando: daqui a pouco ele me tira o corpo também. O que fazer para recuperar o que fora seu? A sua individualidade?
Saiu da banheira pensativa. Enxugou-se com uma toalha enorme, vermelha.
Sempre pensativa. Pesou-se na balança: estava com bom peso. Daí a pouco ele me tira também o peso, pensou.
Foi ao espelho. Olhou-se profundamente. Mas ela não era mais nada.
— Então — então de súbito deu uma bruta bofetada no lado esquerdo do rosto.
Para se acordar. Ficou parada olhando-se. E, como se não bastasse, deu mais duas bofetadas na cara. Para encontrar-se.
E realmente aconteceu.
No espelho viu enfim um rosto humano, triste, delicado. Ela era Aurélia Nascimento. Acabara de nascer. Nas-ci-men-to.
. Aconteceu mesmo.
Serjoca era maquilador de mulheres. Mas não queria nada com mulheres.
Queria homens.
E maquilava Aurélia Nascimento. Aurélia era bonita e, maquilada, ficava deslumbrante. Era loura, usava peruca e cílios postiços. Ficaram amigos. Saíam juntos, essa coisa de ir jantar em boates.
Todas as vezes que Aurélia queria ficar linda ligava para Serjoca. Serjoca também era bonito. Era magro e alto.
E assim corriam as coisas. Um telefonema e marcavam encontro. Ela se vestia bem, era caprichada. Usava lentes de contato. E seios postiços. Mas os seus mesmos eram lindos, pontudos. Só usava os postiços porque tinha pouco busto. Sua boca era um botão de vermelha rosa. E os dentes grandes, brancos. Um dia, às seis horas da tarde, na hora do pior trânsito, Aurélia e Serjoca estavam em pé junto do Copacabana Palace e esperavam inutilmente um táxi. Serjoca, de cansaço, encostara-se numa árvore. Aurélia impaciente. Sugeriu que dessem ao porteiro dez cruzeiros para que ele lhes arranjasse uma condução. Serjoca negou: era
duro para soltar dinheiro.
Eram quase sete horas. Escurecia. O que fazer?
Perto deles estava Affonso Carvalho. Industrial de metalurgia. Esperava o seu Mercedes com chofer. Fazia calor, o carro era refrigerado, tinha telefone e geladeira. Affonso fizera quarenta anos no dia anterior. Viu a impaciência de Aurélia que batia com os pés na calçada. Interessante essa mulher, pensou Affonso. E quer carro. Dirigiu-se a ela:
— A senhorita está achando dificuldade de condução?
— Estou aqui desde as seis horas e nada de um táxi passar e nos pegar! Já não agüento mais.
— Meu chofer vem daqui a pouco, disse Affonso. Posso levá-los a alguma parte?
— Eu lhe agradeceria muito, inclusive porque estou com dor no pé. Mas não disse que tinha calos. Escondeu o defeito. Estava maquiladíssima e olhou com desejo o homem. Serjoca muito calado. Afinal veio o chofer, desceu, abriu a porta do carro. Entraram os três. Ela na frente, ao lado do chofer, os dois atrás. Tirou discretamente o sapato e suspirou de alívio.
— Para onde vocês querem ir?
— Não temos propriamente destino, disse Aurélia cada vez mais acesa pela cara máscula de Affonso.
Ele disse:
— E se fôssemos ao Number One tomar um drinque?
— Eu adoraria, disse Aurélia. Você não gostaria, Serjoca?
— É claro, preciso de uma bebida forte.
Então foram para a boate, a essa hora quase vazia. E conversaram. Affonso falou de metalurgia. Os outros dois não entendiam nada. Mas fingiam entender. Era tedioso.
Mas Affonso estava entusiasmado e, embaixo da mesa, encostou o pé no pé de Aurélia. Justo o pé que tinha calo. Ela correspondeu, excitada. Aí Affonso disse:
— E se fôssemos jantar na minha casa? Tenho hoje escargots e frango com
trufas. Que tal?
— Estou esfaimada.
E Serjoca mudo. Estava também aceso por Affonso.
O apartamento era atapetado de branco e lá havia escultura de Bruno Giorgi. Sentaram-se, tomaram outro drinque e foram para a sala de jantar. Mesa de jacarandá. Garçom servindo à esquerda. Serjoca não sabia comer escargots e atrapalhou-se todo com os talheres especiais. Não gostou. Mas Aurélia gostou muito, se bem que tivesse medo de ter hálito de alho. Mas beberam champanha francesa durante o jantar todo.
Ninguém quis sobremesa, queriam apenas café.
E foram para a sala. Aí Serjoca se animou. E começou a falar que não acabava mais. Lançava olhos lânguidos para o industrial. Este ficou espantado com a eloqüência do rapaz bonito. No dia seguinte telefonaria para Aurélia para lhe dizer: o Serjoca é um amor de pessoa.
E marcaram novo encontro. Desta vez num restaurante, o Albamar. Comeram ostras para começar. De novo Serjoca teve dificuldade de comer as ostras. Sou um errado, pensou.
Mas antes de se encontrarem, Aurélia telefonou para Serjoca: precisava de maquilagem urgente. Ele foi à sua casa.
Então, enquanto era maquilada, pensou: Serjoca está me tirando o rosto.
A impressão era a de que ele apagava os seus traços: vazia, uma cara só de
carne. Carne morena.
Sentiu mal-estar. Pediu licença e foi ao banheiro para se olhar ao espelho. Era
isso mesmo que ela imaginara: Serjoca tinha anulado o seu rosto. Mesmo os ossos —
e tinha uma ossatura espetacular — mesmo os ossos tinham desaparecido. Ele está me
bebendo, pensou, ele vai me destruir. E é por causa do Affonso.
Voltou sem graça. No restaurante quase não falou. Affonso falava mais com Serjoca, mal olhava para Aurélia: estava interessado no rapaz.
Enfim, enfim acabou o almoço.
Serjoca marcou encontro com Affonso para de noite. Aurélia disse que não podia ir, estava cansada. Era mentira: não ia porque não tinha cara para mostrar.
Chegou em casa, tomou um longo banho de imersão com espuma, ficou pensando: daqui a pouco ele me tira o corpo também. O que fazer para recuperar o que fora seu? A sua individualidade?
Saiu da banheira pensativa. Enxugou-se com uma toalha enorme, vermelha.
Sempre pensativa. Pesou-se na balança: estava com bom peso. Daí a pouco ele me tira também o peso, pensou.
Foi ao espelho. Olhou-se profundamente. Mas ela não era mais nada.
— Então — então de súbito deu uma bruta bofetada no lado esquerdo do rosto.
Para se acordar. Ficou parada olhando-se. E, como se não bastasse, deu mais duas bofetadas na cara. Para encontrar-se.
E realmente aconteceu.
No espelho viu enfim um rosto humano, triste, delicado. Ela era Aurélia Nascimento. Acabara de nascer. Nas-ci-men-to.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
"Ler devia ser proibido"
Esse video me chamou a atenção por falar de algo que a maioria ainda não tomou gosto: a leitura. Espero que depois de verem corram numa intante mais próxima e devorem a literatura. Leiam e sejam "subversivos" geniais...
Sem sexo até 2012 de Luis Fernando Verissimo
Eu nunca havia entendido porque as necessidades sexuais dos homens e das mulheres são tão diferentes.
Nunca tinha entendido isso de 'Marte e Vênus'.
E nunca tinha entendido porque os homens pensam com a cabeça e as mulheres com o coração.
Uma noite, na semana passada, minha mulher e eu estávamos indo para a cama.
Bem, começamos a ficar a vontade, fazer carinhos, provocações, o maior TESÃO e, nesse momento, ela parou e me disse:
- Acho que agora não quero, só quero que você me abrace....
Eu falei: - O QUEEE???
Ela falou: - Você não sabe se conectar com as minhas necessidades emocionais como mulher.
Comecei a pensar no que podia ter falhado. No final, assumi que aquela noite não ia rolar nada, virei e dormi. No dia seguinte, fomos ao shopping.
Entramos em uma grande loja de departamentos. Fui dar uma volta enquanto ela experimentava três modelitos caríssimos. Como estava difícil escolher entre um ou outro, falei para comprar os três. Então, ela me falou que precisava de uns sapatos que combinassem a R$ 200,00 cada par. Respondi que tudo bem.
Depois fomos a seção de joalheria, onde gostou de uns brincos de diamantes e eu concordei que comprasse. Estava tão emocionada! Deveria estar pensando que fiquei louco. Acho até que estava me testando quando pediu uma raquete de tênis, porque nem tênis ela joga. Acredito que acabei com seus esquemas e paradigmas quando falei que sim. Ela estava quase excitada sexualmente depois de tudo isso. Vocês tinham que ver a carinha dela, toda feliz!
Quando ela falou: - Vamos passar no caixa para pagar, amor?
Daí eu disse: - Acho que agora não quero mais comprar tudo isso, meu bem...
Só quero que você me abrace. Ela ficou pálida. No momento em que começou a ficar com cara de querer me matar, falei: - Você não sabe se conectar com as minhas necessidades financeiras de homem....
Vinguei-me! Mas acredito que o sexo acabou pra mim até 2012.
Nunca tinha entendido isso de 'Marte e Vênus'.
E nunca tinha entendido porque os homens pensam com a cabeça e as mulheres com o coração.
Uma noite, na semana passada, minha mulher e eu estávamos indo para a cama.
Bem, começamos a ficar a vontade, fazer carinhos, provocações, o maior TESÃO e, nesse momento, ela parou e me disse:
- Acho que agora não quero, só quero que você me abrace....
Eu falei: - O QUEEE???
Ela falou: - Você não sabe se conectar com as minhas necessidades emocionais como mulher.
Comecei a pensar no que podia ter falhado. No final, assumi que aquela noite não ia rolar nada, virei e dormi. No dia seguinte, fomos ao shopping.
Entramos em uma grande loja de departamentos. Fui dar uma volta enquanto ela experimentava três modelitos caríssimos. Como estava difícil escolher entre um ou outro, falei para comprar os três. Então, ela me falou que precisava de uns sapatos que combinassem a R$ 200,00 cada par. Respondi que tudo bem.
Depois fomos a seção de joalheria, onde gostou de uns brincos de diamantes e eu concordei que comprasse. Estava tão emocionada! Deveria estar pensando que fiquei louco. Acho até que estava me testando quando pediu uma raquete de tênis, porque nem tênis ela joga. Acredito que acabei com seus esquemas e paradigmas quando falei que sim. Ela estava quase excitada sexualmente depois de tudo isso. Vocês tinham que ver a carinha dela, toda feliz!
Quando ela falou: - Vamos passar no caixa para pagar, amor?
Daí eu disse: - Acho que agora não quero mais comprar tudo isso, meu bem...
Só quero que você me abrace. Ela ficou pálida. No momento em que começou a ficar com cara de querer me matar, falei: - Você não sabe se conectar com as minhas necessidades financeiras de homem....
Vinguei-me! Mas acredito que o sexo acabou pra mim até 2012.
Chuvas de risadas
Sabemos que as chuvas que tem caido ultimamente tem sido uma tragédia. Muitas pessoas tem perdido muitas coisas, muitas pessoas, restando somente lama. Mesmo assim, sabemos que virão novos dias e que a esperança nasce junto com o sol em todas as manhãs... Recebi essas frases engraçadas sobre as chuvas em SP e quero compartilha-las. Não sem de quem se destina a autoria (se acaso souberem me avisem), que elas possam trazer o sorriso no rosto e mostrar que a vida é bela apesar de tudo....
- Depois de tanta chuva, o prefeito Gilberto Kassab anunciou a
construção da hidroelétrica do Anhangabaú.
- Em SP não se fala mais direita e esquerda... agora é bombordo e estibordo!
- Se a São Silvestre fosse em janeiro, o Cesar Cielo ia humilhar!
- Depois do Airbag, os coletes salva vidas são os opcionais mais
importantes nos carros de Sao Paulo.
- O melhor serviço de entrega em SP é do Submarino.
- Ninguém passa fome em São Paulo, Bolinho de Chuva é o que não falta.
- Vamos assistir a chuva lá em casa hoje??
- Quem acha que a água do mundo está acabando, não mora em SP
- Meu passeio ciclístico de hoje fiz de pedalinho.
- Agora, todo paulistano tem casa com vista para o mar.
- Tem carioca morrendo de inveja, agora São Paulo tem tres mares:
Mar_ginal Tiete e Pinheiros.
- A Dilma está lançando o BALSA-familia pra ajudar São Paulo
- Pelo menos a SABESP cumpriu o prometido: água e esgoto na casa de todo mundo.
- O Kassab tá trocando o bilhete Único pelo bilhete ÚMIDO!!
- A Marta Suplicy disse para o Kassab: Relaxa e bóia!!!
- Depois de tanta chuva, o prefeito Gilberto Kassab anunciou a
construção da hidroelétrica do Anhangabaú.
- Em SP não se fala mais direita e esquerda... agora é bombordo e estibordo!
- Se a São Silvestre fosse em janeiro, o Cesar Cielo ia humilhar!
- Depois do Airbag, os coletes salva vidas são os opcionais mais
importantes nos carros de Sao Paulo.
- O melhor serviço de entrega em SP é do Submarino.
- Ninguém passa fome em São Paulo, Bolinho de Chuva é o que não falta.
- Vamos assistir a chuva lá em casa hoje??
- Quem acha que a água do mundo está acabando, não mora em SP
- Meu passeio ciclístico de hoje fiz de pedalinho.
- Agora, todo paulistano tem casa com vista para o mar.
- Tem carioca morrendo de inveja, agora São Paulo tem tres mares:
Mar_ginal Tiete e Pinheiros.
- A Dilma está lançando o BALSA-familia pra ajudar São Paulo
- Pelo menos a SABESP cumpriu o prometido: água e esgoto na casa de todo mundo.
- O Kassab tá trocando o bilhete Único pelo bilhete ÚMIDO!!
- A Marta Suplicy disse para o Kassab: Relaxa e bóia!!!
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Indiferente
Sinceramente nem sei quando começou e nem estou interessado, apenas num belo dia deparei com aquela sensação tomando o espaço das diversas lacunas que existem em minha vida. Foi entrando e se fixando, criando raízes. Eu nunca fui bom jardineiro, já matei (sem querer) muitas flores de sentimentos nobres e muitas mudas de futuros que prometiam, mas essa resistiu a minha pessoa. Na sua idenpendência, aquele sentimento foi se destacando e envolvendo outros sentimentos mais fracos.
Foi com esse sentimento que me livrei de muitas situações e me livrei de quebrar a cara em outras fantasias que se apresentavam. Foi nele que me escondi. Protegi-me como pude e tive aquela sensação (ainda que falsa) de segurança.
Simplesmente tudo que se apresentava na minha frente, eu olhava com o sentimento de indiferença. Não importava mais o brilho do sol, o clarão da lua, as vozes de crianças na rua, nem qualquer outra coisa. Nem o tempo que me cobra sempre, nem ele conseguiu me abater porque estava com essa armadura que me tira do sentimentalismo.
Fiquei frio como um frezer para curar minhas feridas. Para me refazer, me reconstruir. Nesta indefrença mantive-me em pé e sobrevivi mais uma vez. Naquela ausência de sensações foi que eu tive esse espaço em branco dentro de mim mesmo para poder olhar mais uma vez para mim e ver que é possivel, apesar de tudo é possível não-sentir... e neste não-sentir me encontrar pronto para sentir novamente. Não se engane para sentir a vida que pulsa é preciso coragem.
Foi com esse sentimento que me livrei de muitas situações e me livrei de quebrar a cara em outras fantasias que se apresentavam. Foi nele que me escondi. Protegi-me como pude e tive aquela sensação (ainda que falsa) de segurança.
Simplesmente tudo que se apresentava na minha frente, eu olhava com o sentimento de indiferença. Não importava mais o brilho do sol, o clarão da lua, as vozes de crianças na rua, nem qualquer outra coisa. Nem o tempo que me cobra sempre, nem ele conseguiu me abater porque estava com essa armadura que me tira do sentimentalismo.
Fiquei frio como um frezer para curar minhas feridas. Para me refazer, me reconstruir. Nesta indefrença mantive-me em pé e sobrevivi mais uma vez. Naquela ausência de sensações foi que eu tive esse espaço em branco dentro de mim mesmo para poder olhar mais uma vez para mim e ver que é possivel, apesar de tudo é possível não-sentir... e neste não-sentir me encontrar pronto para sentir novamente. Não se engane para sentir a vida que pulsa é preciso coragem.
Sou gota
Minha chuva que cai
que chora
que molha
que alaga
que sacia sede....
Minha chuva que invade
que insiste
que permeia
que existe
Chuva esta que não são minhas
Nem nossa
Nem tua
É livre
Ela vem derrubando
deslizando
acabando
Destruindo
marcando
Chuva chove chuva
Chove gota Chove
sou gota também
Neste solo quero molhar
Gota pequena
insignificante
que insiste
Insiste em existir
que chora
que molha
que alaga
que sacia sede....
Minha chuva que invade
que insiste
que permeia
que existe
Chuva esta que não são minhas
Nem nossa
Nem tua
É livre
Ela vem derrubando
deslizando
acabando
Destruindo
marcando
Chuva chove chuva
Chove gota Chove
sou gota também
Neste solo quero molhar
Gota pequena
insignificante
que insiste
Insiste em existir
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Acreditar no amor
Mais uma vez vi meus sonhos no chão
como uma folha de papel sujo
com marcas pegadas de pessoas que nem sabem da minha história...
Mais uma vez a ilusão se desfez assim
num instante, sem que ao menos se provasse...
Mais uma vez vi meus demônios (são tantos) rirem de mim
de minha solidão
de minha crença.
Ainda insiste nesta ideia de amor?
gritam-me raivosos.
Isso é coisa extinta! Você é um trouxa em acreditar...
Nunca será feliz amando, porque o amor morreu.
Eu olho para eles com meus olhos marejados,
marcado pela dor.
Vejo que ele querem me convencer de qualquer jeito.
Vejo que muitos já acreditam neles...
Vejo que raros são os que não dão ouvidos...
Melhor nunca sofrer,
ser indiferente,
ignorar essa marca de nossa alma humana.
O que nos humaniza.
Sem esse amor, somos mais "fortes"...
Eu olho ao redor.
Busco alguma resposta às minhas proprias perguntas.
E a esperança luzindo lá no fundo de meu coração
grita para que eu não desista.
O amor é para os fortes
que não tem medo de sofrer para fazer o outro feliz
e a recompensa que dele vem é invisiveis aos olhos dos demais.
Acredito no amor que nunca mentiu dizendo que seria fácil.
O amor sempre disse que a felicidade que dele brota vem com espinhos
Espinhos que ainda sinto fincado aqui dentro...
e a dor me faz sorrir.
como uma folha de papel sujo
com marcas pegadas de pessoas que nem sabem da minha história...
Mais uma vez a ilusão se desfez assim
num instante, sem que ao menos se provasse...
Mais uma vez vi meus demônios (são tantos) rirem de mim
de minha solidão
de minha crença.
Ainda insiste nesta ideia de amor?
gritam-me raivosos.
Isso é coisa extinta! Você é um trouxa em acreditar...
Nunca será feliz amando, porque o amor morreu.
Eu olho para eles com meus olhos marejados,
marcado pela dor.
Vejo que ele querem me convencer de qualquer jeito.
Vejo que muitos já acreditam neles...
Vejo que raros são os que não dão ouvidos...
Melhor nunca sofrer,
ser indiferente,
ignorar essa marca de nossa alma humana.
O que nos humaniza.
Sem esse amor, somos mais "fortes"...
Eu olho ao redor.
Busco alguma resposta às minhas proprias perguntas.
E a esperança luzindo lá no fundo de meu coração
grita para que eu não desista.
O amor é para os fortes
que não tem medo de sofrer para fazer o outro feliz
e a recompensa que dele vem é invisiveis aos olhos dos demais.
Acredito no amor que nunca mentiu dizendo que seria fácil.
O amor sempre disse que a felicidade que dele brota vem com espinhos
Espinhos que ainda sinto fincado aqui dentro...
e a dor me faz sorrir.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Naquela Tarde
Tudo que pensei naquela tarde foi pensado e mais que isso construido para você. Acordei sonhando em te ver, te sentir e fazer com que o paraíso pousasse na terra e nos arrebatesse porque simplesmente merecemos ser felizes. Merecemos? Tudo foi tecido de modo a cobrir nossos sentimentos num manto de puro desejo que funde na entrega total, no momento em que cede.
Havia preparado minha alma para te encontrar. Tirei meus medos e devolvi a gaveta, tirei o pior de mim e joguei pela janela e me despi de tudo que poderia de algum modo ferir aquele momento esperado, sonhado, desejado. Tudo construido em cima de promessas que foram sendo feitas nas horas da maddrugada em que a solidão é mais dolorida, mais real. Nem havia muita esperança antes de você aparecer. Havia apenas um grande festio perante a vida e aquele momento em que nada acontecia até que você, em meio a uma multidão sem rosto, apareceu e me envolveu em cada palavra dita num silêncio profundo. Cada palavra alimentou meu sonho em te encontrar. Enfim, cada passo que dei foi para me aproximar de ti naquela tarde em que o sol ardia.
Na hora do combinado, eu estava lá. Naquela hora eu estava ali para te receber com meu melhor sorriso seguido do meu melhor abraço. Queria que soubesse que o calor de meus sentimentos por você seriam tão intensos e cheios de calor que faria o sol, astro rei sentir uma ponta de inveja.
Queria que soubesse o quanto seria feliz naquele momento e em todos que poderiam vir. Queria que soubesse a chance que a vida lhe deu e simplesmente passou como um vento que segue em frente sem olhar para trás.
O telefone te chamou várias vezes e só recebi teu silêncio. Não faz mal. Recupero esse tempo pensando que fiz o meu melhor. Cumpri minha palavra te dando uma chance, correndo para te tornar real na minha vida.
Talvez um dia sinta na sua pele a tarde vazia que por tua culpa nunca aconteceu...
Havia preparado minha alma para te encontrar. Tirei meus medos e devolvi a gaveta, tirei o pior de mim e joguei pela janela e me despi de tudo que poderia de algum modo ferir aquele momento esperado, sonhado, desejado. Tudo construido em cima de promessas que foram sendo feitas nas horas da maddrugada em que a solidão é mais dolorida, mais real. Nem havia muita esperança antes de você aparecer. Havia apenas um grande festio perante a vida e aquele momento em que nada acontecia até que você, em meio a uma multidão sem rosto, apareceu e me envolveu em cada palavra dita num silêncio profundo. Cada palavra alimentou meu sonho em te encontrar. Enfim, cada passo que dei foi para me aproximar de ti naquela tarde em que o sol ardia.
Na hora do combinado, eu estava lá. Naquela hora eu estava ali para te receber com meu melhor sorriso seguido do meu melhor abraço. Queria que soubesse que o calor de meus sentimentos por você seriam tão intensos e cheios de calor que faria o sol, astro rei sentir uma ponta de inveja.
Queria que soubesse o quanto seria feliz naquele momento e em todos que poderiam vir. Queria que soubesse a chance que a vida lhe deu e simplesmente passou como um vento que segue em frente sem olhar para trás.
O telefone te chamou várias vezes e só recebi teu silêncio. Não faz mal. Recupero esse tempo pensando que fiz o meu melhor. Cumpri minha palavra te dando uma chance, correndo para te tornar real na minha vida.
Talvez um dia sinta na sua pele a tarde vazia que por tua culpa nunca aconteceu...
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