Chegando essa data especial de natal que para muitos é um significado espiritual... Tempo de olhar para si e ver o outro. Tempo de limpar o coração. Tirando todo tipo de maldade. Vamos perdoar o que nos tenha feito. Transformar qualquer rancor em amor, ferida em flor, espinhos em sorrisos, lágrimas em agradecimento. Vamos deixar que a magia desta época nos humanize e nos aproximem uns dos outros. Que a luz brilhante deste Natal celeste escorra pelas fibras cardiacas e transborde em atitudes. Alimente as almas famintas com seu amor, com sua dedicação. OLhe menos para o relógio. OLhe para o outro e lhe estenda a mão. Assim o sono será mais leve. A vida lhe sorrirá sempre, mesmo quando o choro estiver a porta. Levante a cabeça e saia de si mesmo. Não deixe de amar, essa é a mais sublime missão do ser humano. Amar.
Uma coisa que acho que marca o natal são os corais que entoam seus cantos embalando os ouvinte, sentimentalizando os que se deixam envolver. Esses corais que nada mais são do que a união de vozes, cada qual no seu timbre trazendo a mensagem mais linda do mundo. Essa união que funciona... Quem dera se unisssemos nossas vozes ao longo do ano. Que nossos corações batessem como uma só coisa. Quem dera!
sábado, 18 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
Mais uma vez
Hoje mais uma vez tenho uma estreia. Mais uma vez estarei no palco vivendo vidas que poderiam ser minhas e são porque as criei dentro de mim de alguma forma. E estou feliz apenas pelo fato de poder mostra-las. Tamanha ansiedade me toma fazendo com que meus olhos busquem um relógio todo tempo, contando o tempo.
Nestas ultimas semanas tenho tido esse privilégio de estar em movimento com minha arte e isto me neutraliza aquele sentimento de asfixia que me envolve. Sinto-me vivo. Respiro minha arte e me renovo por inteiro. E, em cada apresentação, aquela certeza de que nasci para essa arte teatral. Nela mergulho de cabeça. Nela encontro meus tesouros, tão meus.
As palavras não conseguem explicar a tamanha felicidade de estar em cena. Aquela energia nos enchendo e nos levando como folha ao vento. Aqueles olhos curiosos apreciando (ou não) o seu trabalho. Tentando de alguma forma entender seu papel no mundo.
O amor faz com que sempre fiquemos com aquilo que amamos, ou pelo menos nos aproximando quanto possível. Tenho amigos que olham para mim e imediatamente lembram do teatro. Fico feliz quando isso acontece. Sinto-me honrado, ainda que tenho muito que aprender, ainda que o caminho se estende no horizonte e eu dei apenas poucos passos rumo ao...
Logo, logo estarei me vestindo de rostos e corpos cujas histórias serão tecidas com carinho. Logo estarei emprestando momentos de minha vida para contar um pouco de faz de conta. Nesta hora todos abrem os ouvidos e ficam como que por encanto espiando cuidadosamente o que lhes será mostrado.
Quando terminar... a vida volta a ser normal, mas tocada pela magia que tudo tranforma.
Nestas ultimas semanas tenho tido esse privilégio de estar em movimento com minha arte e isto me neutraliza aquele sentimento de asfixia que me envolve. Sinto-me vivo. Respiro minha arte e me renovo por inteiro. E, em cada apresentação, aquela certeza de que nasci para essa arte teatral. Nela mergulho de cabeça. Nela encontro meus tesouros, tão meus.
As palavras não conseguem explicar a tamanha felicidade de estar em cena. Aquela energia nos enchendo e nos levando como folha ao vento. Aqueles olhos curiosos apreciando (ou não) o seu trabalho. Tentando de alguma forma entender seu papel no mundo.
O amor faz com que sempre fiquemos com aquilo que amamos, ou pelo menos nos aproximando quanto possível. Tenho amigos que olham para mim e imediatamente lembram do teatro. Fico feliz quando isso acontece. Sinto-me honrado, ainda que tenho muito que aprender, ainda que o caminho se estende no horizonte e eu dei apenas poucos passos rumo ao...
Logo, logo estarei me vestindo de rostos e corpos cujas histórias serão tecidas com carinho. Logo estarei emprestando momentos de minha vida para contar um pouco de faz de conta. Nesta hora todos abrem os ouvidos e ficam como que por encanto espiando cuidadosamente o que lhes será mostrado.
Quando terminar... a vida volta a ser normal, mas tocada pela magia que tudo tranforma.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Dia Limpo
Hoje boa parte do dia choveu. O que para mim foi motivo de alegria. Gosto muito da chuva, dos efeitos que ela causa dentro de mim. Foi uma chuva mansa que molhou delicadamente as ruas, os telhados, as pessoas que se aventuraram a sair de casa.
Gosto também da sensação que fica quando cessa a chuva. Sensação de limpeza. Suavidade. Tudo fica mais claro, lúcido. E essa chuva me toca dleicadamente a alma arracando de mim algumas impurezas encrustadas. Algum pensamento desnecessário. Sinto agora esse alívio de apenas carregar o mínimo para sobreviver.
Depois das chuvas minhas sementes lançadas começam a nascer em algum lugar. Ideias dão a luz a minha complexa vida, ou vice-versa. Vida limpa depois das enxurradas e olha que essa semana tive muitas enxurradas emocionais. Mas, ainda assim, o que ficou de pé aqui dentro er apenas o que deveria existir. Minha essência talvez. O meu mais profundo eu.
As sujeiras se deixam levar. Até elas se cansam da mesmice, do sendentarismo seja fisico ou intelectual.
Essa chuva que banhou a pequena parte do mundo, do mundo que faço parte, da parte que existo ao mundo, tornou-me mais límpido para... Para que mesmo? Enfim, para que novas sujeiras venham encrustar minha carapaça existencial.
Gosto também da sensação que fica quando cessa a chuva. Sensação de limpeza. Suavidade. Tudo fica mais claro, lúcido. E essa chuva me toca dleicadamente a alma arracando de mim algumas impurezas encrustadas. Algum pensamento desnecessário. Sinto agora esse alívio de apenas carregar o mínimo para sobreviver.
Depois das chuvas minhas sementes lançadas começam a nascer em algum lugar. Ideias dão a luz a minha complexa vida, ou vice-versa. Vida limpa depois das enxurradas e olha que essa semana tive muitas enxurradas emocionais. Mas, ainda assim, o que ficou de pé aqui dentro er apenas o que deveria existir. Minha essência talvez. O meu mais profundo eu.
As sujeiras se deixam levar. Até elas se cansam da mesmice, do sendentarismo seja fisico ou intelectual.
Essa chuva que banhou a pequena parte do mundo, do mundo que faço parte, da parte que existo ao mundo, tornou-me mais límpido para... Para que mesmo? Enfim, para que novas sujeiras venham encrustar minha carapaça existencial.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Um dia chego
Olho essa multidão que por mim passa
marcham rumo algum lugar
em busca de um pouco de vida...
Rostos vazios.
Corações sedentos.
Nada em nada.
As falas sempre o mesmo tom de pedido.
O homem não vive só, dizem.
Quem inventou a solidão?
Quem?
Nela deve ter se enterrado...
Eu caminho nesta calçada fria
ainda não sei o que estou buscando
talvez nada...
Apenas busco para ter certeza que estou vivendo
Isso viver é buscar...
morrer talvez seja quando encontramos.
Nos rostos, nos olhos, nas pessoas
que surgem aqui e ali
nada aponta um caminho
mas, sei que ela é feita de pedras
que algum solitário montou
enquanto esperava...
Um poeta das pedras que nada dizem
e dizem tudo.
Nelas escrevo um pouco as histórias de meus pés cansados.
Nelas sinto as pegadas quentes de alguém que passou por ali.
Imagino o que ela sentiu ao pisar ali.
Tudo possivel.
Ando rumo a...
Um dia chego.
Um dia.
Sem pressa chego.
marcham rumo algum lugar
em busca de um pouco de vida...
Rostos vazios.
Corações sedentos.
Nada em nada.
As falas sempre o mesmo tom de pedido.
O homem não vive só, dizem.
Quem inventou a solidão?
Quem?
Nela deve ter se enterrado...
Eu caminho nesta calçada fria
ainda não sei o que estou buscando
talvez nada...
Apenas busco para ter certeza que estou vivendo
Isso viver é buscar...
morrer talvez seja quando encontramos.
Nos rostos, nos olhos, nas pessoas
que surgem aqui e ali
nada aponta um caminho
mas, sei que ela é feita de pedras
que algum solitário montou
enquanto esperava...
Um poeta das pedras que nada dizem
e dizem tudo.
Nelas escrevo um pouco as histórias de meus pés cansados.
Nelas sinto as pegadas quentes de alguém que passou por ali.
Imagino o que ela sentiu ao pisar ali.
Tudo possivel.
Ando rumo a...
Um dia chego.
Um dia.
Sem pressa chego.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Minha cidade e eu
Ontem foi feriado festivo. A cidade se torna um ano mais velha. Velha não! Experiente. Afinal, o que são quarenta e sete anos comparados aos anos das antigas cidade ao redor? Nada. É uma criança peralta que apenas deseja brincar e cantar suas cantigas. Uma criança moleca que tem sonhos de grandeza.
Diante dos meus olhos vi sua história sendo contada através de um desfile. Tudo colorido e sorrisos. Conta sua história com um orgulho contagiante. Tem um passado de vitória e beleza. Tão nova ainda e já tem cicatrizes para mostrar dos tombos que a própria vida lhe deu. Assim se aprende. Caindo se aprende a se levantar. Não tenha medo de cair, somente de nunca mais estar de pé.
Brincamos com cantigas conhecidas e nada conhecidas. Ela toda faceira se sentia importante. Até bolo teve em sua homenagem. Um bolo de quarenta e sete metros. Ainda assim generosa com os seus. Hospitaleira. Sorri sempre aos que passam com pressa...
Nela nasci e nela estou vivendo. Minha história se mescla com a dela. Como se fosse uma única história. MInha voz é enroscado com as cantigas que sua voz doce canta. Ela me olha como coisa sua. Um brinquedo. Um amigo. Alguém que lhe faz companhia.
Ela me olha com tanta gratidão. Mas, sou eu que lhe devo muito. Nela tenho um chão meu que planto minhas sementes de sonhos que um dia despertarão uma grande àrvore. Alimentarei uma multidão com os frutos da esperança. Foi com ela que aprendi a sonhar. Sonhar alto. Voar alto. Ainda muitos nem sabem de sua existência, ainda muitos nem ouviram a sua história, mas um dia ela se tornará gigante pela própria natureza e ninguém ficará sem ver suas belezas e riquezas.
Parabéns minha bela Votorantim.
Diante dos meus olhos vi sua história sendo contada através de um desfile. Tudo colorido e sorrisos. Conta sua história com um orgulho contagiante. Tem um passado de vitória e beleza. Tão nova ainda e já tem cicatrizes para mostrar dos tombos que a própria vida lhe deu. Assim se aprende. Caindo se aprende a se levantar. Não tenha medo de cair, somente de nunca mais estar de pé.
Brincamos com cantigas conhecidas e nada conhecidas. Ela toda faceira se sentia importante. Até bolo teve em sua homenagem. Um bolo de quarenta e sete metros. Ainda assim generosa com os seus. Hospitaleira. Sorri sempre aos que passam com pressa...
Nela nasci e nela estou vivendo. Minha história se mescla com a dela. Como se fosse uma única história. MInha voz é enroscado com as cantigas que sua voz doce canta. Ela me olha como coisa sua. Um brinquedo. Um amigo. Alguém que lhe faz companhia.
Ela me olha com tanta gratidão. Mas, sou eu que lhe devo muito. Nela tenho um chão meu que planto minhas sementes de sonhos que um dia despertarão uma grande àrvore. Alimentarei uma multidão com os frutos da esperança. Foi com ela que aprendi a sonhar. Sonhar alto. Voar alto. Ainda muitos nem sabem de sua existência, ainda muitos nem ouviram a sua história, mas um dia ela se tornará gigante pela própria natureza e ninguém ficará sem ver suas belezas e riquezas.
Parabéns minha bela Votorantim.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Os imitadores
Sinceramente fico admirado do poder que os idolos tem dos seus fãs. A capacidade que tem de imfluenciar a massa lançando suas canções e causando no mundo da moda um impacto profundo. O que seria isso? amor? Vemos agora o fenomêno restart que lança moda nos figurinos de cores estravagantes e em suas canções molódicas. Nada contra isso, mas fico preocupado como modo a grande parte da juventude recebe essas modas ou tendências de maneira aberta e sem qualquer reflexão. Bebem dessa fonte sem ao menos saber se essa água trará algum benifício.
Olhando a história vemos que muitas pessoas no passado foram atingidos por essa onda. Como por exemplo na época do beathes que fez com que muitos rapazes cortassem aquele cabelo tigelinha ou então com a banda Jackson Five que fez moda com aqueles cabelos black power.
Fico imaginando que aos poucos vamos perdendo a noção do que e de quem somos como individuos deixando que outros ditem o que devo vestir ou falar ou cantar. Muita gente que dizia não gostar muito de sertanejo se tornou fã de Luan Santana, cantor que constantemente brilha na midia. Parece que essa identificação é tão poderosa que a pessoa se entrega de imediato.
Nunca gostei desse produto que a massa cria. Essa perda de identidade coletiva. Essa forma de ser cada vez menos para se parecer com aquele que é o mais no momento.
Admirar é algo positivo e amar também, afinal eles apresentam uma forma de pensamento seja através das músicas ou vestimentas ou atitudes. Mas, se tornar cego ao ponto de perder-se de si mesmo e se tornar uma cópia barata do ídolo é abominável. Cada pessoa tem seu próprio brilho e talento e possuia uma capacidade infinita de criação. Basta olhar para si mesmo. Buscar lá dentro. E aí vemos que a única diferença dos que fazem sucesso e nós é ínfima.
Olhando a história vemos que muitas pessoas no passado foram atingidos por essa onda. Como por exemplo na época do beathes que fez com que muitos rapazes cortassem aquele cabelo tigelinha ou então com a banda Jackson Five que fez moda com aqueles cabelos black power.
Fico imaginando que aos poucos vamos perdendo a noção do que e de quem somos como individuos deixando que outros ditem o que devo vestir ou falar ou cantar. Muita gente que dizia não gostar muito de sertanejo se tornou fã de Luan Santana, cantor que constantemente brilha na midia. Parece que essa identificação é tão poderosa que a pessoa se entrega de imediato.
Nunca gostei desse produto que a massa cria. Essa perda de identidade coletiva. Essa forma de ser cada vez menos para se parecer com aquele que é o mais no momento.
Admirar é algo positivo e amar também, afinal eles apresentam uma forma de pensamento seja através das músicas ou vestimentas ou atitudes. Mas, se tornar cego ao ponto de perder-se de si mesmo e se tornar uma cópia barata do ídolo é abominável. Cada pessoa tem seu próprio brilho e talento e possuia uma capacidade infinita de criação. Basta olhar para si mesmo. Buscar lá dentro. E aí vemos que a única diferença dos que fazem sucesso e nós é ínfima.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Mundo dos homens
Ontem eu vi no fantástico uma matéria interessante em que cientistas estimam que daqui a uma década, mais ou menos, haverá viagem turísticas até a lua. E já tem alguns corajosos na fila de espera. E ainda, estão vendo probabilidade de colonizar Marte, o planeta vermelho. Visto que nosso velho planeta azul vive em constante alerta vermelho com todas as ondas de violência e colapsos na natureza. Para escapar desse inevitável apocálipse nada mais fácil que deixar os problemas e morar num outro lugar, num outro mundo, fazer uma nova história.
O homem sempre teve esse desejo de conhecer outro mundos e entender como funciona os planetas, asteroides, cometas e o que for. Mas, nunca olhou com franqueza para si mesmo. O caos mundial começa no coração de cada indivíduo. A maldade se instala em sua cabeça até que se execute dentro de suas egoistas motivações. Sempre olhando para seu próprio umbigo, suas próprias necessidades, sendo que dividimos o planeta com bilhões de outros seres que tem direitos e deveres iguais a nós.
Enquanto o homem não aprender a olhar para o outro e estender a mão e saber que sua felicidade depende da felicidade do outro, de nada adiantará estar em outro mundo. Os problemas sociais só mudaram de lugar. A destruição irá seguir o homem para aonde ele for.
Somos muitos egoístas ainda. Queremos ser felizes e batalhamos por isso, mas muitas vezes pisamos nos outros mesmo sem perceber para chegar aonde almejamos. Não nos importamos com o sentimento do outro. Falamos as coisas (verdades?) sem se preocupar que está matando o outro. Suajamos uma rua com o papel de bala sem se preocupar com o bem estar de todos que moram naquele local e que varrem suas ruas.
A religião e a educação que tem o papel de concientizar para esse tipo de coisa, ou melhor dizer humanizar a humanidade que está cada vez mais cosificada, parece não estar conseguindo cumprir essa missão. Não faz muito tempo em que os fiéis da igreja que frequento pensava mil vezes em dizer ou fazer certas coisas para não ferir o outro. Havia delicadeza nos tratos, um carinho no olhar, uma gentileza que se retribuia instantaneamente. O que aconteceu? Qual o motivo de se ter esfriado tudo isso no coração humano? Talvez se cada um olhar para dentro de si mesmo encontre uma respota, uma solução. E daí podemos consertar um pouco o mundo caótico que carregamos em nós mesmos.
O homem sempre teve esse desejo de conhecer outro mundos e entender como funciona os planetas, asteroides, cometas e o que for. Mas, nunca olhou com franqueza para si mesmo. O caos mundial começa no coração de cada indivíduo. A maldade se instala em sua cabeça até que se execute dentro de suas egoistas motivações. Sempre olhando para seu próprio umbigo, suas próprias necessidades, sendo que dividimos o planeta com bilhões de outros seres que tem direitos e deveres iguais a nós.
Enquanto o homem não aprender a olhar para o outro e estender a mão e saber que sua felicidade depende da felicidade do outro, de nada adiantará estar em outro mundo. Os problemas sociais só mudaram de lugar. A destruição irá seguir o homem para aonde ele for.
Somos muitos egoístas ainda. Queremos ser felizes e batalhamos por isso, mas muitas vezes pisamos nos outros mesmo sem perceber para chegar aonde almejamos. Não nos importamos com o sentimento do outro. Falamos as coisas (verdades?) sem se preocupar que está matando o outro. Suajamos uma rua com o papel de bala sem se preocupar com o bem estar de todos que moram naquele local e que varrem suas ruas.
A religião e a educação que tem o papel de concientizar para esse tipo de coisa, ou melhor dizer humanizar a humanidade que está cada vez mais cosificada, parece não estar conseguindo cumprir essa missão. Não faz muito tempo em que os fiéis da igreja que frequento pensava mil vezes em dizer ou fazer certas coisas para não ferir o outro. Havia delicadeza nos tratos, um carinho no olhar, uma gentileza que se retribuia instantaneamente. O que aconteceu? Qual o motivo de se ter esfriado tudo isso no coração humano? Talvez se cada um olhar para dentro de si mesmo encontre uma respota, uma solução. E daí podemos consertar um pouco o mundo caótico que carregamos em nós mesmos.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Bandeiras vermelhas
Olhando para trás na nossa história de humanidade vemos os rastros vermelhos e vergonhosos das guerras. Cada uma acontecendo por um motivo, cada um acontecendo para uma causa. Não vou julgar isso. Apenas ver que ainda a viôlencia é, para muitos, ainda um modo de vida. Falamos de paz o tempo todo. Fazemos algumas manifestações aqui ou ali. Fazemos orações para que a arma cesse de matar. Também me uno a essa corrente que deve crescer afinal, moramos num mesmo planeta e temos que aprender, uma hora ou outra, a repartirmos tudo.
Ficamos chocados com o que acontece no mundo? No Rio de janeiro? Nem imaginamos que a guerra ou viôlencia nasce como uma semente. Bem pequena. Simples. Começa com um julgamento temerário, um desrespeito pelo que a pessoa é ou como vive, pela incapacidade de ouvir o outro e entende-lo... E por aí segue uma lista consideráveis de razões para algo tão irracional. Quando o homem parte para a viôlencia, colocando isso como Única forma de resolver problemas, está regredindo em sua evolução humana e espiritual. É como se começasse a andar para trás... Sendo que pela frente encontrariamos muitas respostas aos nossos complexados problemas.
Não podemos mais sair nas ruas vestindo o medo. Nem podemos mais andar apressados para não sermos assaltados ou coisa pior. Quero ter a paz. Fazer a paz. E para isso, tomo consciência de que a paz começa comigo. Como faço? Atos de generosidade e sendo gentil. Claro que no mundo que está de cabeça para baixo nos valores, ser assim é ser ótário. Ser bonzinho é ser um estúpido. Mas, tudo no ínicio é estranho e estúpido ao olhos alheios. Parece que nunca o jardim irá florir e de repente com paciência as coisas acontecem e a paz desabrocha.
Vamos plantar a paz por onde formos. Evitar brigas. Abrir espaço para diálogo. Aprender a ouvir o próximo e se colocar no lugar dele ao invés de julgá-lo.
Tudo isso para que um dia bandeira vermelha da guerra seja trocada pela branca da paz em cima de nossos telhados...
Ficamos chocados com o que acontece no mundo? No Rio de janeiro? Nem imaginamos que a guerra ou viôlencia nasce como uma semente. Bem pequena. Simples. Começa com um julgamento temerário, um desrespeito pelo que a pessoa é ou como vive, pela incapacidade de ouvir o outro e entende-lo... E por aí segue uma lista consideráveis de razões para algo tão irracional. Quando o homem parte para a viôlencia, colocando isso como Única forma de resolver problemas, está regredindo em sua evolução humana e espiritual. É como se começasse a andar para trás... Sendo que pela frente encontrariamos muitas respostas aos nossos complexados problemas.
Não podemos mais sair nas ruas vestindo o medo. Nem podemos mais andar apressados para não sermos assaltados ou coisa pior. Quero ter a paz. Fazer a paz. E para isso, tomo consciência de que a paz começa comigo. Como faço? Atos de generosidade e sendo gentil. Claro que no mundo que está de cabeça para baixo nos valores, ser assim é ser ótário. Ser bonzinho é ser um estúpido. Mas, tudo no ínicio é estranho e estúpido ao olhos alheios. Parece que nunca o jardim irá florir e de repente com paciência as coisas acontecem e a paz desabrocha.
Vamos plantar a paz por onde formos. Evitar brigas. Abrir espaço para diálogo. Aprender a ouvir o próximo e se colocar no lugar dele ao invés de julgá-lo.
Tudo isso para que um dia bandeira vermelha da guerra seja trocada pela branca da paz em cima de nossos telhados...
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
A fração eterna
São momentos como aquele de estar num assento de cinema assistindo a um filme qualquer com a pessoa certa que sinto a vida por inteiro. É como se eu visse o futuro sorrindo e a estrada aberta sem qualquer barreira. O mundo todo parece uma sinfonia harmoniosa. Neste momento simples que sinto o ar entrando e alimentando cada célula. Uma vida gratuita...
Os olhos indo e vindo. As mãos tateando cheios de carícias a alma alheia. As palavras preenchendo lacunas e não deixando o medo entrar.
Pareciamos velhos amigos... em cada palavra a descoberta de que não somo diferentes, mas pertencentes a um mesmo mundo. O universo sorrindo, sorrindo ou seria eu?
Sei que são apenas fragmentos que acontecem. Como um raio que brilha em meio a um céu escuro. De repente tudo claro, tudo possível de se ver, de se admirar. Naquela fração de momento senti que posso ser feliz ao seu lado como naquele banco de cinema. Ou melhor ainda, poderemos construir nosso próprio filme de amor, de vida a dois. Um caminho que se segue em frente, mas sem ter na bagagem a solidão atormentada. Agora carrego em minha bagagem doces lembranças da orquestra que meu coração regeu ao te ver, ao te sentir. Vi sua alma sem o mistério e fascinei com a transparência.
Neste vale que caminhamos, vamos aproveitar tudo que nos sorri. Cada flor será testemunha de nossa primavera. Cada inseto dará o tom necessário da simplicidade que temos que ter e ser. Cada cor pintando nossos quadros dos beijos apaixonados... enfim... cada passo será rumo ao teu olhar que me disse ser possivel ser feliz mesmo que numa fração de segundos eternos.
Os olhos indo e vindo. As mãos tateando cheios de carícias a alma alheia. As palavras preenchendo lacunas e não deixando o medo entrar.
Pareciamos velhos amigos... em cada palavra a descoberta de que não somo diferentes, mas pertencentes a um mesmo mundo. O universo sorrindo, sorrindo ou seria eu?
Sei que são apenas fragmentos que acontecem. Como um raio que brilha em meio a um céu escuro. De repente tudo claro, tudo possível de se ver, de se admirar. Naquela fração de momento senti que posso ser feliz ao seu lado como naquele banco de cinema. Ou melhor ainda, poderemos construir nosso próprio filme de amor, de vida a dois. Um caminho que se segue em frente, mas sem ter na bagagem a solidão atormentada. Agora carrego em minha bagagem doces lembranças da orquestra que meu coração regeu ao te ver, ao te sentir. Vi sua alma sem o mistério e fascinei com a transparência.
Neste vale que caminhamos, vamos aproveitar tudo que nos sorri. Cada flor será testemunha de nossa primavera. Cada inseto dará o tom necessário da simplicidade que temos que ter e ser. Cada cor pintando nossos quadros dos beijos apaixonados... enfim... cada passo será rumo ao teu olhar que me disse ser possivel ser feliz mesmo que numa fração de segundos eternos.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Valores e etc...
Ao longo da vida vamos aprendendo a perceber as imporntâncias das coisas. Vamos aprendendo que cada coisa tem o seu valor e que vai se modificando conforme vamos vivendo. Os brinquedos da infância como um carrinho ou uma boneca já não chamam mais nossa atenção numa prateleira. E assim em cada fase da vida vamos dando valores a certas coisas "apropriadas" a nossa idade.
Cada pessoa tem seu gosto. Tem suas preferências. Isto o torna um individuo completo, capaz de escolher entre tantas coisas aquilo que lhe traz alegria e certo prazer. Esses objetos e pessoas que nos afeiçoamos faz com que sejamos mais nós mesmos, mais livres e soltos.
Nunca devemos criticar o gosto de alguém ou mesmo forçar que o outro goste do que eu gosto. Deve haver um respeito pelos gostos e escolhas. Já fui muito agredido nesta área. Amigos me insuaram que meus gostos eram errados, que eu deveria ser assim ou assado. Usar aquele tipo de roupa, um piercing aqui e acolá, usar preto porque é o que torna elegante. Essas pessoas sem perceberem me disseram que ser eu mesmo é errado. Porque aquilo que me afeiçoo fala de mim, diz uma pequena parte do que sou, do que gosto, do que sinto...
Seria tão diferente se houvesse respeito pelo que o outro gosta. Seria um céu saber que posso ser eu mesmo sem ter o peso daquele olhar de estranheza do outro nos meus ombros...
Claro que existem coisas que as pessoas se afeiçoam que são destrutivas como as drogas, mas falo do respeito que se deve ter pelo ser humano que as usam. Ouça o que o outro diz com tudo aquilo... Ele atribui um valor áquilo por alguma razão...
Falando em valores penso neste mundo capitalista onde o ser humano é a ultima coisa a se dar importância. NInguém se importa com a felicidade alheia se esta não lhe trazer algum benefício. Grotesco isso. O ser humano deve estar acima do que possa existir. Conheço uma pessoa que deixaram de falar com seus pais porque estes não deram o tênis que este queria. Absurdo.
Olhe para sua vida e veja se não está trocando o ouro por bijuterias. Dando valor a uma falsidade e deixando ir embora o que realmente importa...
Cada pessoa tem seu gosto. Tem suas preferências. Isto o torna um individuo completo, capaz de escolher entre tantas coisas aquilo que lhe traz alegria e certo prazer. Esses objetos e pessoas que nos afeiçoamos faz com que sejamos mais nós mesmos, mais livres e soltos.
Nunca devemos criticar o gosto de alguém ou mesmo forçar que o outro goste do que eu gosto. Deve haver um respeito pelos gostos e escolhas. Já fui muito agredido nesta área. Amigos me insuaram que meus gostos eram errados, que eu deveria ser assim ou assado. Usar aquele tipo de roupa, um piercing aqui e acolá, usar preto porque é o que torna elegante. Essas pessoas sem perceberem me disseram que ser eu mesmo é errado. Porque aquilo que me afeiçoo fala de mim, diz uma pequena parte do que sou, do que gosto, do que sinto...
Seria tão diferente se houvesse respeito pelo que o outro gosta. Seria um céu saber que posso ser eu mesmo sem ter o peso daquele olhar de estranheza do outro nos meus ombros...
Claro que existem coisas que as pessoas se afeiçoam que são destrutivas como as drogas, mas falo do respeito que se deve ter pelo ser humano que as usam. Ouça o que o outro diz com tudo aquilo... Ele atribui um valor áquilo por alguma razão...
Falando em valores penso neste mundo capitalista onde o ser humano é a ultima coisa a se dar importância. NInguém se importa com a felicidade alheia se esta não lhe trazer algum benefício. Grotesco isso. O ser humano deve estar acima do que possa existir. Conheço uma pessoa que deixaram de falar com seus pais porque estes não deram o tênis que este queria. Absurdo.
Olhe para sua vida e veja se não está trocando o ouro por bijuterias. Dando valor a uma falsidade e deixando ir embora o que realmente importa...
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Areia do tempo
È uma sensação muito forte que vai e vem sem que eu escolha. Não tem escolha. Quando vejo lá está ela instalada dentro de mim e me cutucando com aquela verdade cruel: o tempo está passando e você não pode fazer nada. Na boca o sabor de minha impotência. Nos olhos a incapacidade de ver um novo amanhã, na mente o medo (sempre ele) espreitando nas sombras do meu pensar. A angústia cresce e inunda minha cabeça, que o diga o coração. Odeio essa sensação de que algo precioso está me escapando e que nunca poderei recuperar por ser único. Posso dizer o quanto me sinto menor nessas horas. Uma onda de culpa. Será por causa da má administração da minha vida que gera esse sabor amargo.
O tempo não para, cantava Cazuza. O tempo nunca para. Esse movimento constante acontece sempre sem que nada possa ser feito. Ou corremos ao lado dele e com ele ou ficamos para trás apenas sentindo aquela poeira em nosso rosto. Essa é a verdade crudelíssima deste mistério chamado: vida.
No nosso mundo contemporâneo, o homem tenta de todo jeito dominar o tempo. Isso se vê pelas jornadas de trabalho, o homem moderno sempre está correndo aqui e ali. Ele sempre está fazendo três coisas ao mesmo tempo recusando descanso neste período. Na estética, nunca fora inventado tantos produtos para amenizar as marcas do tempo deixados nos corpos. Engraçado que, andando por aí o gesto mais comum que vemos as pessoas executando é o olhar (mesmo que discreto) para o relógio de pulso ou no visor do celular. Eu tenho esse vício. Poucas vezes consigo me desligar do relógio.
Falando em vício relacionado ao tempo, também tenho o costume de andar rápido, esteja eu atrasado ou não. Aliás, nunca me atraso. Sou pontual demais. Chego aos meus compromissos bem antes (e bote antes nisso!) do horário marcado. Tenho aquela ansiedade de chegar logo. Mas, essa pontualidade toda me traz muita dor de cabeça porque somente eu sou assim, geralmente os outros sempre chegam depois (bem depois!) do que marcaram comigo. Fico muito chateado porque para mim isso mais do que falta de consideração, é falta de educação! Sim, tenho nisso alma britânica. E também adoro tomar chá (risos).
Ultimamente tenho pensado nesse tempo que está correndo. O ano está terminando e, como nos anos anteriores, estou sentindo aquela depressãozinha apontando. Ando muito pensativo. Introspectivo. Fico inquieto pensando em mil coisas para fazer e, no final, não faço nada. Isso acaba comigo. Sinto minha incapacidade perante a vida. Ela me parece oca demais. Pior ainda é sentir essa culpa por não saber ainda lidar com isso. Tento levar numa boa. Rir dessa situação. Mas, chega num dado momento como agora que fica esse vazio de respostas às minhas inúmeras perguntas. Será se eu quebrar um relógio com uma marreta me sentiria melhor? Ou rasgar todos os calendários? Coisas assim...
Houve um tempo que nem pensava nisso. Viver era tão fácil. E havia um sentimento de dia vivido plenamente que faz com que eu pergunte onde esse EU foi parar. Se alguém esbarrar com ele por aí peça para ele voltar para mim com urgência. Claro que sei que estou vivendo uma clássica crise existencial. Sei que tenho que passar por isso porque faz parte da minha evolução como pessoa. Queria apenas fazer as pazes com o tempo. Brincar com ele de vez em quando. Voltar a sorrir enquanto olho a areia de uma ampulheta caindo e formando apenas um castelo para os meus contos de fadas.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Numa noite dessas
Minhas noites são longas demais. Longas e solitárias. A maioria dorme e se enveredam nos seus sonhos e eu mergulho na realidade. Penso tanto conforme o passar das horas, algumas imprestáveis, outras apenas por esse vicio humano de raciocinar. A minha cabeça faz mil viagens. Anda de um lado para outro. Voa para frente e para trás. Viaja na sua própria história e nas dos outros.
Sei que essa será mais uma noite com esse mesmo toque. Não tenho mais medo. Acostumei com essa condição. Um dia o sono vem e me leva. Até lá fico aqui inventando mil modos com minha solidão noturna. Claro que sei que existem outros por aí que vivem a mesma coisa que eu. Minha curiosidade é saber como que lidam com isto. Eu lido assim... Assisto meus programas de TV, como alguma coisa, navego na net, crio meus textos e meus mundos... e a noite vai acontecendo.
Numa noite dessas dormirei sem tomar noção do tempo. Nem vou sonhar. Acordarei no outro dia me sentindo inteiro outra vez, porque agora, neste instante me sinto apenas um caco afiado que rasga o véu escuro da noite. Agora sinto que sou apenas uma sombra, mais uma, nos becos frios de uma noite matreira. Sou eu. Um vulto. Uma sombra. Ou como já dissera meus pais: Uma assombração perambulando pelos cômodos da casa.
Minha cabeça vai sossegar. Terá descanso. Nada pensará. Nada sonhará porque essa minha cota de sonhos estou gastando acordado. Nada mais, nada menos... Ficarei inteiro novamente para enfrentar qualquer coisa que queira me atingir. Que venham! Depois de uma noite perfeita de sono poderei guerrear contra qualquer inimigo e serei capaz de vencer.
Dormir como pedra. Nem sei se pedra mesmo vem a dormir. Nem sei se elas sonham alguma coisa, mas serei uma delas numa noite vindoura. Lá na frente me vejo deitado tendo minhas sagradas oito horas de sono. Vejo meu relógio biológico rodando pelo lado certo, na velocidade certa, vejo o tempo respeitando minha necessidade de descanso. Lá eu me vejo sorrindo enquanto durmo. Vejo meu corpo em estado de repouso absoluto transformando minha cama no melhor paraíso. As horas serão amigas. Meus olhos se fecharão rapidamente como um desligar de computador. Pluft! Todos seus arquivos foram devidamente salvos.
Falo dessa maneira porque me cansa essa minha parcial insônia que me toma. Numa noite dessas serei mais um entre tantos que acordará e verá que tudo não passa de um tremendo sonho a se realizar.
O EU nas entrelinhas
Escrever é um forma de se encontrar e também de se perder. É um desenrolar de pensamentos soltos que boiam no espaço aberto da mente. Escrever é organizar de alguma forma a desorganização que existe em nós. Chamo de desorganização com a incerteza já que é algo que minha própria natureza se alimenta. O que chamo de desorganização é aquela organização que me escapa. Nela existe tanta liberdade que ninguém consegue entender muito bem. Essa liberdade é tamanha por isso assusta. Dar nome é um modo (seguro?) de organizar. Um modo de apreender essa liberdade encaixando-a num epaço qualquer de consciência.
Escrever é uma busca de tesouros que já são nossos. É mexer nas gavetas da memória, nos armários dos sentimentos, nas engrenagens da inteligências. É uma minuciosa busca de se construir de novo, de novo, de novo. Nessa busca interior encontro outros personagens que sou. Maneiras diferentes de ser. Tenho muitos rostos, nem estou falando de falsidade. Estou falando em maneiras (in) conscientes de sobreviver.
Escrevendo vou tomando maior clareza do que sou, do que penso, do que sinto. Por meio das palavras, me aproximo deste querido estranho. Como um certo amigo uma vez reclamou de não entender os "mecanismos" que acontecem comigo, digo que quisera quisera responder que entendo, mas não. Infelizmente eu não me entendo claramente. Tento apenas respeitar meu próprio mistério, as minhas inconstâncias, meus mecanismos. Respeito o que não entendo. E acho que foi exatamente a falta desse respeito que transtornou minhas relações. Perguntar às vezes machuca sim. Já sangrei muito.
Neste escrever vou dialogando calmamente com várias partes de mim. Vou desvendando, me apaixonando. O amor sempre vem depois do conhecimento. Do contrário seria delírio.
Escrever é um modo de manter meus pés no chão. É ancora que me mantem dentro da realidade. É um meio de aceitá-la para depois ir tranformando-a. Mas, escrever já é um modo de tranformação dessa realidade. A escrita suaviza o que existe. Vai acariciando uma fera que morde quem se vê pela frente.. Sim, é um modo de amansar o nervoso cotidiano que nos esmaga como pequenos insetos.
Escrever é um modo de existir. É um modo de continuar falando, falando até que alguém escute e depois entenda e depois explique. É um processo vivo e interessante. Todos podem vivencia-lo, mas apenas os corajosos em navegar em suas próprias linhas pode sorrir ao mesmo tempo que derrama lágrimas.
Escrever é uma busca de tesouros que já são nossos. É mexer nas gavetas da memória, nos armários dos sentimentos, nas engrenagens da inteligências. É uma minuciosa busca de se construir de novo, de novo, de novo. Nessa busca interior encontro outros personagens que sou. Maneiras diferentes de ser. Tenho muitos rostos, nem estou falando de falsidade. Estou falando em maneiras (in) conscientes de sobreviver.
Escrevendo vou tomando maior clareza do que sou, do que penso, do que sinto. Por meio das palavras, me aproximo deste querido estranho. Como um certo amigo uma vez reclamou de não entender os "mecanismos" que acontecem comigo, digo que quisera quisera responder que entendo, mas não. Infelizmente eu não me entendo claramente. Tento apenas respeitar meu próprio mistério, as minhas inconstâncias, meus mecanismos. Respeito o que não entendo. E acho que foi exatamente a falta desse respeito que transtornou minhas relações. Perguntar às vezes machuca sim. Já sangrei muito.
Neste escrever vou dialogando calmamente com várias partes de mim. Vou desvendando, me apaixonando. O amor sempre vem depois do conhecimento. Do contrário seria delírio.
Escrever é um modo de manter meus pés no chão. É ancora que me mantem dentro da realidade. É um meio de aceitá-la para depois ir tranformando-a. Mas, escrever já é um modo de tranformação dessa realidade. A escrita suaviza o que existe. Vai acariciando uma fera que morde quem se vê pela frente.. Sim, é um modo de amansar o nervoso cotidiano que nos esmaga como pequenos insetos.
Escrever é um modo de existir. É um modo de continuar falando, falando até que alguém escute e depois entenda e depois explique. É um processo vivo e interessante. Todos podem vivencia-lo, mas apenas os corajosos em navegar em suas próprias linhas pode sorrir ao mesmo tempo que derrama lágrimas.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Falando em chuva
Contemplo a chuva que suavemente molha o solo. Imagino a felicidade daquela gota que cumprira de maneira heróica sua sublime missão. Ela que nascera para morrer em seu primeiro beijo. No momento exato que sentira o solo concreto, duro e frio.
Imagino a ansiedade dessa gota que já nascera com um destino: morrer. E não uma morte infrutífera. É uma morte que dá vida numa entrega total. O solo espera o beijo molhado, tem sede dele. Olha o céu cheio de nuvens que, por sua vez, estão cheias de possibilidades. Entre esse céu e esse chão estou eu. Eu que anseio a mesma coisa. Eu que espero algo que ainda não chegou. Estou sempre esperando. Claro que já houve algumas desistências, depois algo reacende minha ânsia. Não falo de amor. Esse sei que vem um dia, fere e mesmo assim deixa um gosto de felicidade possível.
Meu céu está nublado como lá fora. Estou pesado como as nuvens cinzentas. Estou querendo me aliviar e dar neste alivío alguma vida para alguém. Como faço para me desfazer? Quero deixar de existir por um tempo. Quero existir no outro, mas não como parasita. Que um pedaço de mim fique gravado em alguém. Chover é marcar, é ferir. Vai matando a sede e deixando marcas de missão cumprida.
Eu gosto da chuva. Ela me leva a reflexão mesmo no meio do meu próprio caos. Faz com que eu pense no sentindo da vida que consiste em fazer germinar mais vida, mais frutos.
Minha vida tem que ser essa chuva que desce ao encontro daquele que precisa. Daquele que clama com tamanha sede uma chance pra ser feliz.
Imagino a ansiedade dessa gota que já nascera com um destino: morrer. E não uma morte infrutífera. É uma morte que dá vida numa entrega total. O solo espera o beijo molhado, tem sede dele. Olha o céu cheio de nuvens que, por sua vez, estão cheias de possibilidades. Entre esse céu e esse chão estou eu. Eu que anseio a mesma coisa. Eu que espero algo que ainda não chegou. Estou sempre esperando. Claro que já houve algumas desistências, depois algo reacende minha ânsia. Não falo de amor. Esse sei que vem um dia, fere e mesmo assim deixa um gosto de felicidade possível.
Meu céu está nublado como lá fora. Estou pesado como as nuvens cinzentas. Estou querendo me aliviar e dar neste alivío alguma vida para alguém. Como faço para me desfazer? Quero deixar de existir por um tempo. Quero existir no outro, mas não como parasita. Que um pedaço de mim fique gravado em alguém. Chover é marcar, é ferir. Vai matando a sede e deixando marcas de missão cumprida.
Eu gosto da chuva. Ela me leva a reflexão mesmo no meio do meu próprio caos. Faz com que eu pense no sentindo da vida que consiste em fazer germinar mais vida, mais frutos.
Minha vida tem que ser essa chuva que desce ao encontro daquele que precisa. Daquele que clama com tamanha sede uma chance pra ser feliz.
Espelho meu
Além do espelho está a pessoa mais importante de sua vida. Tão importante que nem damos conta do quanto. Convivemos com ela, falamos dela, no entanto ainda nada sabemos dela. E ela existe. Não é apenas uma imagem.
Sei que acontece de vez em quando nosso espelho interior estar rachado. É uma marca, uma ferida ou trauma, enfim não importa o nome que se de a essas rachaduras. O que importa é que, por causa delas, vemos o mundo e inclusive a nós mesmos numa feiura desmedida. Não acredite em tudo que seus olhos veem. Não se entregue demais a primeira beleza que encontre no caminho. Pode ser apenas um reflexo de luz e nada mais.
Ame o ser que você é. Ame sua real pessoa. Abrace a si mesmo muitas vezes. Ouça seu próprio silêncio. Aprenda a se perdoar. De várias chances se preciso até que aprenda. Ria de si mesmo. Divirta-se. E Ao seu olhar cure suas rachaduras se amando sempre.
Sei que acontece de vez em quando nosso espelho interior estar rachado. É uma marca, uma ferida ou trauma, enfim não importa o nome que se de a essas rachaduras. O que importa é que, por causa delas, vemos o mundo e inclusive a nós mesmos numa feiura desmedida. Não acredite em tudo que seus olhos veem. Não se entregue demais a primeira beleza que encontre no caminho. Pode ser apenas um reflexo de luz e nada mais.
Ame o ser que você é. Ame sua real pessoa. Abrace a si mesmo muitas vezes. Ouça seu próprio silêncio. Aprenda a se perdoar. De várias chances se preciso até que aprenda. Ria de si mesmo. Divirta-se. E Ao seu olhar cure suas rachaduras se amando sempre.
domingo, 31 de outubro de 2010
Aprendendo a voar
Não tenha medo
Pule
Bata suas asas
Acredite
Deixe que aconteça
Não tenha medo do chão
ou do abismo
ou da queda
Feridas são normais
São necessárias
Todos tem as suas
Aprenda com os erros
E não desista
O céu imenso e azul
Te espera
Um dia, ele será teu
e você dele
Nasceram um para o outro
Um dia...
O chão não será mais teu lugar
As nuvens serão tuas companheiras
O vento, mensageiro
O sol, tua luz
Um dia...
Verás o mundo de cima
Apreciarás belezas diversas e serás feliz
Tudo isso porque não desistiu na primeira tentativa
Pule
Bata suas asas
Acredite
Deixe que aconteça
Não tenha medo do chão
ou do abismo
ou da queda
Feridas são normais
São necessárias
Todos tem as suas
Aprenda com os erros
E não desista
O céu imenso e azul
Te espera
Um dia, ele será teu
e você dele
Nasceram um para o outro
Um dia...
O chão não será mais teu lugar
As nuvens serão tuas companheiras
O vento, mensageiro
O sol, tua luz
Um dia...
Verás o mundo de cima
Apreciarás belezas diversas e serás feliz
Tudo isso porque não desistiu na primeira tentativa
sábado, 30 de outubro de 2010
Felicidade em retalhos
Descobri que a felicidade não se constroí sozinho.
Tem a participação do outro que pode ser próximo ou distante.
Essa pessoa entra em sua vida por alguma porta aberta ou mesmo uma janela.
Chega a visitar algumas áreas de sua vida. Enriquece-a e depois se vai.
Alguns voltam muitas vezes, outros nunca mais.
Vão sem se despedir.
Minha porta está aberta e o tapete perto dela diz em letras garrafais BEM VINDO.
Tem a participação do outro que pode ser próximo ou distante.
Essa pessoa entra em sua vida por alguma porta aberta ou mesmo uma janela.
Chega a visitar algumas áreas de sua vida. Enriquece-a e depois se vai.
Alguns voltam muitas vezes, outros nunca mais.
Vão sem se despedir.
Essa felicidade é uma colcha de retalhos de diferentes cores, de diferentes tamanhos e histórias.
Quando chega o inverno me aqueço com o conjunto de felicidades que foram sendo deixados aqui e ali.Minha porta está aberta e o tapete perto dela diz em letras garrafais BEM VINDO.
Pedido Humilde
Escute-me, apenas escuta-me. Tenho muitas coisas a dizer. Muitos pensamentos que querem ganhar forma. Por um momento, deixe de lado qualquer sentimento egoísta de querer ouvir a si mesmo ou outra coisa ao seu gosto. Meu mundo interior chama teu nome. Qualquer nome. Tenho carências de ouvidos que escutem o meu silêncio.
Para ouvir são necessárias sensibilidade e paciência. Pode parecer complicado no inicio. A linguagem pode parecer de um outro mundo. Na verdade é. Esse é o meu mundo aquele que fora construído ao longo desses anos num silêncio imposto. Muitas vezes me mandaram calar a boca. Interessante que nem se fazem mais o uso das palavras... Apenas aquele olhar indefinido, distante me mostra que estou quebrando alguma coisa naquele momento. Falar de mim quebra coisas, momentos. Desculpe, eu não queria quebrar o seu... o seu... Mas, me ouve. Tenho tantas histórias. Afinal, dentro de uma outra jornada vivi intensamente momentos inesquecíveis que eu queria te contar.
Se tivesse paciência eu poderia mostrar cada mistério que pude sentir. Cada sensação que eu pude experimentar. Sim, eu posso. Dá-me somente o tempo necessário para os sentimentos ser transformado em palavras. Um minuto. Queria te contar das minhas amizades, de minhas viagens, de minhas aventuras e amores. São tantos.
Pode me dizer porque desviou os olhos? Por favor, me diga. O tempo nunca é perdido se damos atenção ao outro. O tempo é muito precioso eu sei. E também cruel. Sua crueldade consiste em passar e não voltar mais. Mesmo assim garanto que farei o seu tempo ser aproveitado. Prometo. Pronto. Posso falar? Então, por onde começo? Ah, tudo começou assim... Hei! Oi! Você está aí ainda? Tarde demais. Você foi embora. Paciência.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Escreva
Escreva! Escreva mesmo que sangrando.
Que tua voz, teu pensamento alimente os que tem fome de ideias.
Que tua voz, teu pensamento alimente os que tem fome de ideias.
Silêncio persistente
Meu pai entrou em casa.
Sem saber invadiu minha zona de solidão, de isolamento,
que também posso denominar salvação.
Ele foi até a cozinha, mexeu em alguma coisa,
comeu e veio cortando meu espaço.
Falava comigo numa obrigação paterna
e eu no meu silêncio de clausura.
A voz de minha irmã veio na lembrança,
ela sempre pergunta,
mesmo quando está sendo inconveniente.
Eu não.
Neste momento me restrinjo em respeitar o mistério dos outros
para que respeitem o meu.
Assim, sem esbolçar qualquer curiosidade,
sem emitir um som que fosse,
vi meu pai cruzando a porta.
E no meu silêncio gozei de uma alegria íntima de minha solidão.
Fechei-me novamente em meu retiro.
Sem saber invadiu minha zona de solidão, de isolamento,
que também posso denominar salvação.
Ele foi até a cozinha, mexeu em alguma coisa,
comeu e veio cortando meu espaço.
Falava comigo numa obrigação paterna
e eu no meu silêncio de clausura.
A voz de minha irmã veio na lembrança,
ela sempre pergunta,
mesmo quando está sendo inconveniente.
Eu não.
Neste momento me restrinjo em respeitar o mistério dos outros
para que respeitem o meu.
Assim, sem esbolçar qualquer curiosidade,
sem emitir um som que fosse,
vi meu pai cruzando a porta.
E no meu silêncio gozei de uma alegria íntima de minha solidão.
Fechei-me novamente em meu retiro.
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