perguntavam o que ele seria quando crescesse...
não sabia nem se iria crescer
seus pais eram anões
segunda-feira, 26 de maio de 2014
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Quase pedido
ele queria pedi-la em casamento
ela pediu a palavra primeiro
ficou sozinho na mesa olhando a aliança na mão
terça-feira, 20 de maio de 2014
sexta-feira, 16 de maio de 2014
fumante chato
_ o que? Não posso fumar aqui dentro? Então eu saio para fumar lá fora....
_ Mas, Senhor estamos voando, não percebeu?, respondeu a comissária
_ Mas, Senhor estamos voando, não percebeu?, respondeu a comissária
quinta-feira, 15 de maio de 2014
fumaça e espirro
fumaça de cigarros, espirros
mais fumaça, mais espirros
abre a janela e adeus fumaça
mais fumaça, mais espirros
abre a janela e adeus fumaça
benção
pediu benção para sua avó
ela não respondeu pela primeira vez
Sabia que ela tinha mesmo partido
ela não respondeu pela primeira vez
Sabia que ela tinha mesmo partido
assalto
entre a vida e o tênis, escolheu o que era de precioso
o tênis ficou no pé daquele corpo agora sem vida
o tênis ficou no pé daquele corpo agora sem vida
quarta-feira, 14 de maio de 2014
criançAdulto
a criança olhava o adulto e ansiava crescer logo... E o homem? soltava pipa e andava de skate...
troca de informações
Era o tempo que os jogadores trocavam informação de jogo nos vestiários
agora a moda é trocar marca de shampoo...
agora a moda é trocar marca de shampoo...
E dai que o mundo tá em guerra e os homens morrem de fome?
que tem o desemprego, a calamidade, o aquecimento global?
que tem os problemas do mundo inteiro?
Dane-se... importa saber que houve com meu Facebook que não consigo entrar
que tem o desemprego, a calamidade, o aquecimento global?
que tem os problemas do mundo inteiro?
Dane-se... importa saber que houve com meu Facebook que não consigo entrar
quinta-feira, 8 de maio de 2014
esquecer
tinha mania de esquecer , seu defeito
a dificuldade de lembrar o constrangia
queria esquecer aquele momento e não conseguia
a dificuldade de lembrar o constrangia
queria esquecer aquele momento e não conseguia
desejo grande
houve aquele desejo enorme, absurdo de ser entendido
era um desejo grande demais
que não cabia em sua vida
era um desejo grande demais
que não cabia em sua vida
queria ser
queria ser bom em alguma coisa
não era...
queria ser bom
ah queria...
não queria ser bobo
e era...
não era...
queria ser bom
ah queria...
não queria ser bobo
e era...
canto
ouço pássaros que cantam
a melodia de vida
a vida cantada e agora contada
sou pássaro que escreve
a melodia de vida
a vida cantada e agora contada
sou pássaro que escreve
caminhada
passos vão
e o caminho que nunca termina
a esperança do chegar
lá está muito longe ainda
ainda se anda, anda, anda
e o caminho que nunca termina
a esperança do chegar
lá está muito longe ainda
ainda se anda, anda, anda
terça-feira, 6 de maio de 2014
tempo contado
o tempo contado e logo tenho que ir
a vida me chama
a de verdade
a dura vida
que contem todas as cores
inclusive o cinza
o dia começou frio
e eu quente de espera
e o tempo pronto para correr mais uma vez
e eu pronto para viver
mais uma vez
talvez a
ultima...
a vida me chama
a de verdade
a dura vida
que contem todas as cores
inclusive o cinza
o dia começou frio
e eu quente de espera
e o tempo pronto para correr mais uma vez
e eu pronto para viver
mais uma vez
talvez a
ultima...
o pedido
O pedido veio em meio ao sorriso dado
uma conversa boba em plena manhã
envergonhado, o velho
sereno, eu
Sorri mostrando abertura
o pedido veio...
disse que sim...
o favor
o favo de todos nós
o mel do dia...
a doçura da mão estendida
hoje, ele
amanhã, quem sabe eu?
uma conversa boba em plena manhã
envergonhado, o velho
sereno, eu
Sorri mostrando abertura
o pedido veio...
disse que sim...
o favor
o favo de todos nós
o mel do dia...
a doçura da mão estendida
hoje, ele
amanhã, quem sabe eu?
sonho
Ela aparecia
bem diferente
mais jovem
era ela
sorria sorrio
ela me pede palitos de dentes
de dentes?
busquei...
ela sumiu
acordei
ela sumiu...
bem diferente
mais jovem
era ela
sorria sorrio
ela me pede palitos de dentes
de dentes?
busquei...
ela sumiu
acordei
ela sumiu...
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Quando ela vem
Falo da morte com medo, mas não o medo do que ele simboliza que é fim absoluto de tudo. Nem acredito nesse fim. O que existe são os recomeços, os eternos recomeços.... Ah! A morte apresentou-se para mim esse ultima semana levando minha avó materna que sofria com uma doença terminal. E a morte tão serena, tão misteriosa e limpa. A dor cessará com mudo silêncio que nada explica. E morte é para ser explicada? Espero que não pois seria menos um Mistério no mundo e preciso dele para viver. Essa morte que me exige respeito E tem. Afinal sempre se respeita o que não entende, o que não se mergulha fundo. Eu respeito a morte porque sei que sou respeitado por ela. Sua vinda é sempre avisada e vem na ponta dos pés, no meio da vida que acontece ( e acontece!) AH! Vivemos mais quando pensamos nela.... Valorizamos mais quando esbarramos nela... E seu mistério se mescla no mistério que a própria vida é... E só nos lembramos quando ela vem... quando ela vem.....
segunda-feira, 31 de março de 2014
Homem de Sexta Feira
Ah! falo do homem de sexta feira porque se distingue de todos os outros homens dos outros dias. Esse homem nasce dentro da leve alegria de viver. Já não medo e permite-se ser feliz. Ele anda livremente e anda com tamanha liberdade de ser que abre espaços para que os outros sejam. Seu céu sempre azulado mesmo quando ao longe as nuvens negras apontam. AH, se a chuva cair ele é bem capaz de entrar debaixo e fazer uma dança em celebração, afinal chuva é benção. Uma benção na Sexta feira. Ele sorri a todos e cumprimenta estranhos. Fala abertamente de que a vida vale a pena e os sonhos, bem são possível. Todos sentem-se muito bem ao seu lado. Muito bem. Os amigos não sentem a mínima ameaça de entrarem em contato com ele. Ele se permite aproximação. De sua boca o doce canto dos que foram tocados pela graça deste dia bendito, bendito sejas a sexta feira. Bendito o homem que deixa a energia deste dia singular invadir-lhe as veias. Tomar conta de todo o ser. Aquele que se deixa tomar por tal celeste sentimento... nunca mais será o mesmo. Porque uma vez tocado pela suave alegria que a liberdade deste dia acontece deixa marcas que se eternizam e apenas a lembrança dele em dias hostis fará o paraíso descer à terra. O homem de sexta feira sabe disso e vive sua semana sempre carregado do mais puro sentimento de sexta.
Pensando em você
Quando o marido chegou em casa, após um árduo dia de trabalho, encontrou-a sentada no sofá lendo uma revista feminina. Trocaram algo que lembrava um cumprimento, algo mais formal que sentimental. Ele foi até a cozinha para beber um gole de água e também para dar tempo... Viera o caminho todo pensando em como abordá-la. Imaginava a cena. Os anos de convivência permita que antecipasse toda aquele diálogo... Ela se defenderia com unhas e dentes e tentaria provar sua inocência. Ela que sempre tinha argumentos para tudo. "Você também teria se lesse um pouco, mas nem liga", disparou ela num dia quente de discussão. "Eu? Ler essas porcarias de mulher? Nunca". Foi o que disse sentindo-se o macho da casa, a voz da razão. Por que leria aquelas coisas tolas? Sua vida, seu trabalho, seu tempo, tudo era de grande preciosidade.
Escolhia as palavras com cuidado. E que horas falaria? Agora. Fale agora. Se você com ela já teria te matado antes que chegasse na soleira da porta. Sentou-se no sofá. A T.V. ligada... Ela mergulhada em sua leitura, nem dera muita atenção a ele. Ou fingia. Transbordava em beleza diante dos olhares angustiados que seu marido lhe dava... A agonia crescia com o passar dos minutos. Fale. Agora. Agora mesmo. Ou nunca mais. Abriu a boca e as palavras não vinham... Estancaram-se na garganta. E se eu deixar para lá? Esquecer? Deixar quieto? Talvez seja mentira. Não era. Todos os indícios estavam ali. Ela nem tomara cuidado em esconder. Agira como uma...
_ Vadia!
_ O que foi que disse? A esposa agora olhava para ele espantada. Será que era mesmo que ouvira. Não era possível! O marido a encara com os olhos cheios de água e ódio.
_ Eu soube... Eu sei... Você... Como pôde? Eu sempre te respeitei e você... Você agiu como uma vadia....
_ Não estou entendend...
_ Túlio!
_ Hã? Aquele nome cuspido pelos lábios do marido a fez estremecer. Como soubera? Encarava o marido atenciosamente.
_ E então? Perguntou o marido que dava sinais de querer saber. E seus olhos de um ódio magoado não aceitariam qualquer argumento. E ela foi objetiva.
_ Foi só uma vez.... Fraquejei. Não queria. Mas, aconteceu e se eu pudesse apagar o passado....
As mãos dele se fechavam pelo nervosismo e ela temia pelo pior... Não havia saída.... Meu Deus!
_ Olha, eu te amo. Te amo muito. E percebi isso quando estava com ele. Era em você que eu pensava enquanto era tocada. Era em você que meu pensamento buscava. Minha boca sussurrou teu nome várias vezes... Milhares de vezes. Então, meu amor... Eu só pensava em você, só em você....
Ele foi até ela. Sentia a força de suas palavras. Ela encolhia pensando que apanharia dele. E de repente o gesto, o beijo apertando seu lábios... O homem levantou-se em silêncio, saiu pela porta para rua, para o mundo carregando dentro de si o melhor argumento que ela lhe tinha dado e que ele aprendera. Agora poderia viver seus amores proibidos sem culpa, pois pensaria muito na esposa, muito, muito mesmo.
Escolhia as palavras com cuidado. E que horas falaria? Agora. Fale agora. Se você com ela já teria te matado antes que chegasse na soleira da porta. Sentou-se no sofá. A T.V. ligada... Ela mergulhada em sua leitura, nem dera muita atenção a ele. Ou fingia. Transbordava em beleza diante dos olhares angustiados que seu marido lhe dava... A agonia crescia com o passar dos minutos. Fale. Agora. Agora mesmo. Ou nunca mais. Abriu a boca e as palavras não vinham... Estancaram-se na garganta. E se eu deixar para lá? Esquecer? Deixar quieto? Talvez seja mentira. Não era. Todos os indícios estavam ali. Ela nem tomara cuidado em esconder. Agira como uma...
_ Vadia!
_ O que foi que disse? A esposa agora olhava para ele espantada. Será que era mesmo que ouvira. Não era possível! O marido a encara com os olhos cheios de água e ódio.
_ Eu soube... Eu sei... Você... Como pôde? Eu sempre te respeitei e você... Você agiu como uma vadia....
_ Não estou entendend...
_ Túlio!
_ Hã? Aquele nome cuspido pelos lábios do marido a fez estremecer. Como soubera? Encarava o marido atenciosamente.
_ E então? Perguntou o marido que dava sinais de querer saber. E seus olhos de um ódio magoado não aceitariam qualquer argumento. E ela foi objetiva.
_ Foi só uma vez.... Fraquejei. Não queria. Mas, aconteceu e se eu pudesse apagar o passado....
As mãos dele se fechavam pelo nervosismo e ela temia pelo pior... Não havia saída.... Meu Deus!
_ Olha, eu te amo. Te amo muito. E percebi isso quando estava com ele. Era em você que eu pensava enquanto era tocada. Era em você que meu pensamento buscava. Minha boca sussurrou teu nome várias vezes... Milhares de vezes. Então, meu amor... Eu só pensava em você, só em você....
Ele foi até ela. Sentia a força de suas palavras. Ela encolhia pensando que apanharia dele. E de repente o gesto, o beijo apertando seu lábios... O homem levantou-se em silêncio, saiu pela porta para rua, para o mundo carregando dentro de si o melhor argumento que ela lhe tinha dado e que ele aprendera. Agora poderia viver seus amores proibidos sem culpa, pois pensaria muito na esposa, muito, muito mesmo.
Assinar:
Postagens (Atom)