Não tenha medo
Pule
Bata suas asas
Acredite
Deixe que aconteça
Não tenha medo do chão
ou do abismo
ou da queda
Feridas são normais
São necessárias
Todos tem as suas
Aprenda com os erros
E não desista
O céu imenso e azul
Te espera
Um dia, ele será teu
e você dele
Nasceram um para o outro
Um dia...
O chão não será mais teu lugar
As nuvens serão tuas companheiras
O vento, mensageiro
O sol, tua luz
Um dia...
Verás o mundo de cima
Apreciarás belezas diversas e serás feliz
Tudo isso porque não desistiu na primeira tentativa
domingo, 31 de outubro de 2010
sábado, 30 de outubro de 2010
Felicidade em retalhos
Descobri que a felicidade não se constroí sozinho.
Tem a participação do outro que pode ser próximo ou distante.
Essa pessoa entra em sua vida por alguma porta aberta ou mesmo uma janela.
Chega a visitar algumas áreas de sua vida. Enriquece-a e depois se vai.
Alguns voltam muitas vezes, outros nunca mais.
Vão sem se despedir.
Minha porta está aberta e o tapete perto dela diz em letras garrafais BEM VINDO.
Tem a participação do outro que pode ser próximo ou distante.
Essa pessoa entra em sua vida por alguma porta aberta ou mesmo uma janela.
Chega a visitar algumas áreas de sua vida. Enriquece-a e depois se vai.
Alguns voltam muitas vezes, outros nunca mais.
Vão sem se despedir.
Essa felicidade é uma colcha de retalhos de diferentes cores, de diferentes tamanhos e histórias.
Quando chega o inverno me aqueço com o conjunto de felicidades que foram sendo deixados aqui e ali.Minha porta está aberta e o tapete perto dela diz em letras garrafais BEM VINDO.
Pedido Humilde
Escute-me, apenas escuta-me. Tenho muitas coisas a dizer. Muitos pensamentos que querem ganhar forma. Por um momento, deixe de lado qualquer sentimento egoísta de querer ouvir a si mesmo ou outra coisa ao seu gosto. Meu mundo interior chama teu nome. Qualquer nome. Tenho carências de ouvidos que escutem o meu silêncio.
Para ouvir são necessárias sensibilidade e paciência. Pode parecer complicado no inicio. A linguagem pode parecer de um outro mundo. Na verdade é. Esse é o meu mundo aquele que fora construído ao longo desses anos num silêncio imposto. Muitas vezes me mandaram calar a boca. Interessante que nem se fazem mais o uso das palavras... Apenas aquele olhar indefinido, distante me mostra que estou quebrando alguma coisa naquele momento. Falar de mim quebra coisas, momentos. Desculpe, eu não queria quebrar o seu... o seu... Mas, me ouve. Tenho tantas histórias. Afinal, dentro de uma outra jornada vivi intensamente momentos inesquecíveis que eu queria te contar.
Se tivesse paciência eu poderia mostrar cada mistério que pude sentir. Cada sensação que eu pude experimentar. Sim, eu posso. Dá-me somente o tempo necessário para os sentimentos ser transformado em palavras. Um minuto. Queria te contar das minhas amizades, de minhas viagens, de minhas aventuras e amores. São tantos.
Pode me dizer porque desviou os olhos? Por favor, me diga. O tempo nunca é perdido se damos atenção ao outro. O tempo é muito precioso eu sei. E também cruel. Sua crueldade consiste em passar e não voltar mais. Mesmo assim garanto que farei o seu tempo ser aproveitado. Prometo. Pronto. Posso falar? Então, por onde começo? Ah, tudo começou assim... Hei! Oi! Você está aí ainda? Tarde demais. Você foi embora. Paciência.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Escreva
Escreva! Escreva mesmo que sangrando.
Que tua voz, teu pensamento alimente os que tem fome de ideias.
Que tua voz, teu pensamento alimente os que tem fome de ideias.
Silêncio persistente
Meu pai entrou em casa.
Sem saber invadiu minha zona de solidão, de isolamento,
que também posso denominar salvação.
Ele foi até a cozinha, mexeu em alguma coisa,
comeu e veio cortando meu espaço.
Falava comigo numa obrigação paterna
e eu no meu silêncio de clausura.
A voz de minha irmã veio na lembrança,
ela sempre pergunta,
mesmo quando está sendo inconveniente.
Eu não.
Neste momento me restrinjo em respeitar o mistério dos outros
para que respeitem o meu.
Assim, sem esbolçar qualquer curiosidade,
sem emitir um som que fosse,
vi meu pai cruzando a porta.
E no meu silêncio gozei de uma alegria íntima de minha solidão.
Fechei-me novamente em meu retiro.
Sem saber invadiu minha zona de solidão, de isolamento,
que também posso denominar salvação.
Ele foi até a cozinha, mexeu em alguma coisa,
comeu e veio cortando meu espaço.
Falava comigo numa obrigação paterna
e eu no meu silêncio de clausura.
A voz de minha irmã veio na lembrança,
ela sempre pergunta,
mesmo quando está sendo inconveniente.
Eu não.
Neste momento me restrinjo em respeitar o mistério dos outros
para que respeitem o meu.
Assim, sem esbolçar qualquer curiosidade,
sem emitir um som que fosse,
vi meu pai cruzando a porta.
E no meu silêncio gozei de uma alegria íntima de minha solidão.
Fechei-me novamente em meu retiro.
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