sábado, 18 de dezembro de 2010

Chegando essa data especial de natal que para muitos é um significado espiritual... Tempo de olhar para si e ver o outro. Tempo de limpar o coração. Tirando todo tipo de maldade. Vamos perdoar o que nos tenha feito. Transformar qualquer rancor em amor, ferida em flor, espinhos em sorrisos, lágrimas em agradecimento. Vamos deixar que a magia desta época nos humanize e nos aproximem uns dos outros. Que a luz brilhante deste Natal celeste escorra pelas fibras cardiacas e transborde em atitudes. Alimente as almas famintas com seu amor, com sua dedicação. OLhe menos para o relógio. OLhe para o outro e lhe estenda a mão. Assim o sono será mais leve. A vida lhe sorrirá sempre, mesmo quando o choro estiver a porta. Levante a cabeça e saia de si mesmo. Não deixe de amar, essa é a mais sublime missão do ser humano. Amar.
Uma coisa que acho que marca o natal são os corais que entoam seus cantos embalando os ouvinte, sentimentalizando os que se deixam envolver. Esses corais que nada mais são do que a união de vozes, cada qual no seu timbre trazendo a mensagem mais linda do mundo. Essa união que funciona... Quem dera se unisssemos nossas vozes ao longo do ano. Que nossos corações batessem como uma só coisa. Quem dera!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Mais uma vez

Hoje mais uma vez tenho uma estreia. Mais uma vez estarei no palco vivendo vidas que poderiam ser minhas e são porque as criei dentro de mim de alguma forma. E estou feliz apenas pelo fato de poder mostra-las. Tamanha ansiedade me toma fazendo com que meus olhos busquem um relógio todo tempo, contando o tempo.
Nestas ultimas semanas tenho tido esse privilégio de estar em movimento com minha arte e isto me neutraliza aquele sentimento de asfixia que me envolve. Sinto-me vivo. Respiro minha arte e me renovo por inteiro. E, em cada apresentação, aquela certeza de que nasci para essa arte teatral. Nela mergulho de cabeça. Nela encontro meus tesouros, tão meus.
As palavras não conseguem explicar a tamanha felicidade de estar em cena. Aquela energia nos enchendo e nos levando como folha ao vento. Aqueles olhos curiosos apreciando (ou não) o seu trabalho. Tentando de alguma forma entender seu papel no mundo.
O amor faz com que sempre fiquemos com aquilo que amamos, ou pelo menos nos aproximando quanto possível. Tenho amigos que olham para mim e imediatamente lembram do teatro. Fico feliz quando isso acontece. Sinto-me honrado, ainda que tenho muito que aprender, ainda que o caminho se estende no horizonte e eu dei apenas poucos passos rumo ao...
Logo, logo estarei me vestindo de rostos e corpos cujas histórias serão tecidas com carinho. Logo estarei emprestando momentos de minha vida para contar um pouco de faz de conta. Nesta hora todos abrem os ouvidos e ficam como que por encanto espiando cuidadosamente o que lhes será mostrado.
Quando terminar... a vida volta a ser normal, mas tocada pela magia que tudo tranforma.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Dia Limpo

Hoje boa parte do dia choveu. O que para mim foi motivo de alegria. Gosto muito da chuva, dos efeitos que ela causa dentro de mim. Foi uma chuva mansa que molhou delicadamente as ruas, os telhados, as pessoas que se aventuraram a sair de casa.
Gosto também da sensação que fica quando cessa a chuva. Sensação de limpeza. Suavidade. Tudo fica mais claro, lúcido. E essa chuva me toca dleicadamente a alma arracando de mim algumas impurezas encrustadas. Algum pensamento desnecessário. Sinto agora esse alívio de apenas carregar o mínimo para sobreviver.
Depois das chuvas minhas sementes lançadas começam a nascer em algum lugar. Ideias dão a luz a minha complexa vida, ou vice-versa. Vida limpa depois das enxurradas e olha que essa semana tive muitas enxurradas emocionais. Mas, ainda assim, o que ficou de pé aqui dentro er apenas o que deveria existir. Minha essência talvez. O meu mais profundo eu.
As sujeiras se deixam levar. Até elas se cansam da mesmice, do sendentarismo seja fisico ou intelectual.
Essa chuva que banhou a pequena parte do mundo, do mundo que faço parte, da parte que existo ao mundo, tornou-me mais límpido para... Para que mesmo? Enfim, para que novas sujeiras venham encrustar minha carapaça existencial.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Um dia chego

Olho essa multidão que por mim passa
marcham rumo algum lugar
em busca de um pouco de vida...
Rostos vazios.
Corações sedentos.
Nada em nada.
As falas sempre o mesmo tom de pedido.
O homem não vive só, dizem.
Quem inventou a solidão?
Quem?
Nela deve ter se enterrado...
Eu caminho nesta calçada fria
ainda não sei o que estou buscando
talvez nada...
Apenas busco para ter certeza que estou vivendo
Isso viver é buscar...
morrer talvez seja quando encontramos.
Nos rostos, nos olhos, nas pessoas
que surgem aqui e ali
nada aponta um caminho
mas, sei que ela é feita de pedras
que algum solitário montou
enquanto esperava...
Um poeta das pedras que nada dizem
e dizem tudo.
Nelas escrevo um pouco as histórias de meus pés cansados.
Nelas sinto as pegadas quentes de alguém que passou por ali.
Imagino o que ela sentiu ao pisar ali.
Tudo possivel.
Ando rumo a...
Um dia chego.
Um dia.
Sem pressa chego.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Minha cidade e eu

Ontem foi feriado festivo. A cidade se torna um ano mais velha. Velha não! Experiente. Afinal, o que são quarenta e sete anos comparados aos anos das antigas cidade ao redor? Nada. É uma criança peralta que apenas deseja brincar e cantar suas cantigas. Uma criança moleca que tem sonhos de grandeza.
Diante dos meus olhos vi sua história sendo contada através de um desfile. Tudo colorido e sorrisos. Conta sua história com um orgulho contagiante. Tem um passado de vitória e beleza. Tão nova ainda e já tem cicatrizes para mostrar dos tombos que a própria vida lhe deu. Assim se aprende. Caindo se aprende a se levantar. Não tenha medo de cair, somente de nunca mais estar de pé.
Brincamos com cantigas conhecidas e nada conhecidas. Ela toda faceira se sentia importante. Até bolo teve em sua homenagem. Um bolo de quarenta e sete metros. Ainda assim generosa com os seus. Hospitaleira. Sorri sempre aos que passam com pressa...
Nela nasci e nela estou vivendo. Minha história se mescla com a dela. Como se fosse uma única história. MInha voz é enroscado com as cantigas que sua voz doce canta. Ela me olha como coisa sua. Um brinquedo. Um amigo. Alguém que lhe faz companhia.
Ela me olha com tanta gratidão. Mas, sou eu que lhe devo muito. Nela tenho um chão meu que planto minhas sementes de sonhos que um dia despertarão uma grande àrvore. Alimentarei uma multidão com os frutos da esperança. Foi com ela que aprendi a sonhar. Sonhar alto. Voar alto. Ainda muitos nem sabem de sua existência, ainda muitos nem ouviram a sua história, mas um dia ela se tornará gigante pela própria natureza e ninguém ficará sem ver suas belezas e riquezas.
Parabéns minha bela Votorantim.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Os imitadores

Sinceramente fico admirado do poder que os idolos tem dos seus fãs. A capacidade que tem de imfluenciar a massa lançando suas canções e causando no mundo da moda um impacto profundo. O que seria isso? amor? Vemos agora o fenomêno restart que lança moda nos figurinos de cores estravagantes e em suas canções molódicas. Nada contra isso, mas fico preocupado como modo a grande parte da juventude recebe essas modas ou tendências de maneira aberta e sem qualquer reflexão. Bebem dessa fonte sem ao menos saber se essa água trará algum benifício.
Olhando a história vemos que muitas pessoas no passado foram atingidos por essa onda. Como por exemplo na época do beathes que fez com que muitos rapazes cortassem aquele cabelo tigelinha ou então com a banda Jackson Five que fez moda com aqueles cabelos black power.
Fico imaginando que aos poucos vamos perdendo a noção do que e de quem somos como individuos deixando que outros ditem o que devo vestir ou falar ou cantar. Muita gente que dizia não gostar muito de sertanejo se tornou fã de Luan Santana, cantor que constantemente brilha na midia. Parece que essa identificação é tão poderosa que a pessoa se entrega de imediato.
Nunca gostei desse produto que a massa cria. Essa perda de identidade coletiva. Essa forma de ser cada vez menos para se parecer com aquele que é o mais no momento.
Admirar é algo positivo e amar também, afinal eles apresentam uma forma de pensamento seja através das músicas ou vestimentas ou atitudes. Mas, se tornar cego ao ponto de perder-se de si mesmo e se tornar uma cópia barata do ídolo é abominável. Cada pessoa tem seu próprio brilho e talento e possuia uma capacidade infinita de criação. Basta olhar para si mesmo. Buscar lá dentro. E aí vemos que a única diferença dos que fazem sucesso e nós é ínfima.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Mundo dos homens

Ontem eu vi no fantástico uma matéria interessante em que cientistas estimam que daqui a uma década, mais ou menos, haverá viagem turísticas até a lua. E já tem alguns corajosos na fila de espera. E ainda, estão vendo probabilidade de colonizar Marte, o planeta vermelho. Visto que nosso velho planeta azul vive em constante alerta vermelho com todas as ondas de violência e colapsos na natureza. Para escapar desse inevitável apocálipse nada mais fácil que deixar os problemas e morar num outro lugar, num outro mundo, fazer uma nova história.
O homem sempre teve esse desejo de conhecer outro mundos e entender como funciona os planetas, asteroides, cometas e o que for. Mas, nunca olhou com franqueza para si mesmo. O caos mundial começa no coração de cada indivíduo. A maldade se instala em sua cabeça até que se execute dentro de suas egoistas motivações. Sempre olhando para seu próprio umbigo, suas próprias necessidades, sendo que dividimos o planeta com bilhões de outros seres que tem direitos e deveres iguais a nós.
Enquanto o homem não aprender a olhar para o outro e estender a mão e saber que sua felicidade depende da felicidade do outro, de nada adiantará estar em outro mundo. Os problemas sociais só mudaram de lugar. A destruição irá seguir o homem para aonde ele for.
Somos muitos egoístas ainda. Queremos ser felizes e batalhamos por isso, mas muitas vezes pisamos nos outros mesmo sem perceber para chegar aonde almejamos. Não nos importamos com o sentimento do outro. Falamos as coisas (verdades?) sem se preocupar que está matando o outro. Suajamos uma rua com o papel de bala sem se preocupar com o bem estar de todos que moram naquele local e que varrem suas ruas.
A religião e a educação que tem o papel de concientizar para esse tipo de coisa, ou melhor dizer humanizar a humanidade que está cada vez mais cosificada, parece não estar conseguindo cumprir essa missão. Não faz muito tempo em que os fiéis da igreja que frequento pensava mil vezes em dizer ou fazer certas coisas para não ferir o outro. Havia delicadeza nos tratos, um carinho no olhar, uma gentileza que se retribuia instantaneamente. O que aconteceu? Qual o motivo de se ter esfriado tudo isso no coração humano? Talvez se cada um olhar para dentro de si mesmo encontre uma respota, uma solução. E daí podemos consertar um pouco o mundo caótico que carregamos em nós mesmos.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Bandeiras vermelhas

Olhando para trás na nossa história de humanidade vemos os rastros vermelhos e vergonhosos das guerras. Cada uma acontecendo por um motivo, cada um acontecendo para uma causa. Não vou julgar isso. Apenas ver que ainda a viôlencia é, para muitos, ainda um modo de vida. Falamos de paz o tempo todo. Fazemos algumas manifestações aqui ou ali. Fazemos orações para que a arma cesse de matar. Também me uno a essa corrente que deve crescer afinal, moramos num mesmo planeta e temos que aprender, uma hora ou outra, a repartirmos tudo.
Ficamos chocados com o que acontece no mundo? No Rio de janeiro? Nem imaginamos que a guerra ou viôlencia nasce como uma semente. Bem pequena. Simples. Começa com um julgamento temerário, um desrespeito pelo que a pessoa é ou como vive, pela incapacidade de ouvir o outro e entende-lo... E por aí segue uma lista consideráveis de razões para algo tão irracional. Quando o homem parte para a viôlencia, colocando isso como Única forma de resolver problemas, está regredindo em sua evolução humana e espiritual. É como se começasse a andar para trás... Sendo que pela frente encontrariamos muitas respostas aos nossos complexados problemas.
Não podemos mais sair nas ruas vestindo o medo. Nem podemos mais andar apressados para não sermos assaltados ou coisa pior. Quero ter a paz. Fazer a paz. E para isso, tomo consciência de que a paz começa comigo. Como faço? Atos de generosidade e sendo gentil. Claro que no mundo que está de cabeça para baixo nos valores, ser assim é ser ótário. Ser bonzinho é ser um estúpido. Mas, tudo no ínicio é estranho e estúpido ao olhos alheios. Parece que nunca o jardim irá florir e de repente com paciência as coisas acontecem e a paz desabrocha.
Vamos plantar a paz por onde formos. Evitar brigas. Abrir espaço para diálogo. Aprender a ouvir o próximo e se colocar no lugar dele ao invés de julgá-lo.
Tudo isso para que um dia bandeira vermelha da guerra seja trocada pela branca da paz em cima de nossos telhados...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A fração eterna

São momentos como aquele de estar num assento de cinema assistindo a um filme qualquer com a pessoa certa que sinto a vida por inteiro. É como se eu visse o futuro sorrindo e a estrada aberta sem qualquer barreira. O mundo todo parece uma sinfonia harmoniosa. Neste momento simples que sinto o ar entrando e alimentando cada célula. Uma vida gratuita...
Os olhos indo e vindo. As mãos tateando cheios de carícias a alma alheia. As palavras preenchendo lacunas e não deixando o medo entrar.
Pareciamos velhos amigos... em cada palavra a descoberta de que não somo diferentes, mas pertencentes a um mesmo mundo. O universo sorrindo, sorrindo ou seria eu?
Sei que são apenas fragmentos que acontecem. Como um raio que brilha em meio a um céu escuro. De repente tudo claro, tudo possível de se ver, de se admirar. Naquela fração de momento senti que posso ser feliz ao seu lado como naquele banco de cinema. Ou melhor ainda, poderemos construir nosso próprio filme de amor, de vida a dois. Um caminho que se segue em frente, mas sem ter na bagagem a solidão atormentada. Agora carrego em minha bagagem doces lembranças da orquestra que meu coração regeu ao te ver, ao te sentir. Vi sua alma sem o mistério e fascinei com a transparência.
Neste vale que caminhamos, vamos aproveitar tudo que nos sorri. Cada flor será testemunha de nossa primavera. Cada inseto dará o tom necessário da simplicidade que temos que ter e ser. Cada cor pintando nossos quadros dos beijos apaixonados... enfim... cada passo será rumo ao teu olhar que me disse ser possivel ser feliz mesmo que numa fração de segundos eternos.