segunda-feira, 7 de abril de 2014

Quando ela vem

Falo da morte com medo, mas não o medo do que ele simboliza que é fim absoluto de tudo. Nem acredito nesse fim. O que existe são os recomeços, os eternos recomeços.... Ah! A morte apresentou-se para mim esse ultima semana levando minha avó materna que sofria com uma doença terminal. E a morte tão serena, tão misteriosa e limpa. A dor cessará com mudo silêncio que nada explica. E morte é para ser explicada? Espero que não pois seria menos um Mistério no mundo e preciso dele para viver. Essa morte que me exige respeito E tem. Afinal sempre se respeita o que não entende, o que não se mergulha fundo. Eu respeito a morte porque sei que sou respeitado por ela. Sua vinda é sempre avisada e vem na ponta dos pés, no meio da vida que acontece ( e acontece!) AH! Vivemos mais quando pensamos nela.... Valorizamos mais quando esbarramos nela... E seu mistério se mescla no mistério que a própria vida é... E só nos lembramos quando ela vem... quando ela vem.....