sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Você nao é

Entre todas as coisas que pensamos que somos e acreditamos que somos acabamos indo longe demais de nòs mesmos. Da nossa essência e daí ou descobrimos que estamos no caminho errado e voltamos ou simplesmente acabamos achando que é tarde demais para um retorno. Quero dizer que você não é o que acredita ser, nem o que dizem de você. Você não é idiota só porque de vez em quando faz um estupidez. Todos cometemos erros... E você não é um erro. Nunca Deus errou porque é perfeito. E você não pode ser um erro porque vem de um Deus que jamais errou e nem errará. Você não é o que veste, nem o que aparenta. As aparências nem sempre mostra o que há de precioso dentro dele. As aparências escondem o que há de mais lindo. Você não é a maioria, nem a multidão, nem o que seu grupo determina... Você é único no universo inteiro. E por essa causa todo universo se rejubila por sua exitência. Você é muito mais o que pensa , o que sente, o que vê... Muito mais do que sonhou. Você é uma obra prima de incrivel beleza... É uma riqueza indivizível que enriquece muito a vida dos outros. Você é.... e basta.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Castigo

como explicar esse vazio que faz parte de nossa condição humana?
esse desejo voraz que as coisas aconteçam esplendidamente?
essa espera de uma manhã mais gloriosa que às vezes tarda?
que fazer com esse descontentamento das coisas e pessoas?
o enjoo pelos velhos rostos e paisagens....
o esforço em viver cada minuto como uma sentença que nunca termina...
como um castigo.
Viver é castigo muitas vezes.
o viver não propriamente, mas essa exigência ou emegência que torna tudo insuportável.
e ai de mim se saio do meu cantinho de disciplina...

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Toque certo

Observando um dia um homem, senhor de idade, dedilhando nos teclados do piano fiquei pensando como sua música vinha da delicadeza do seu toque. Era preciso apertar as teclas certas para o piano "cantar". Vi-me diante de um dos mistérios da vida. Ela que é toda músical, toda feita de sons e silêncio para se escutar. Fiquei imaginando que cada um de nós somos também instrumentos que devem produzir sons belos que alimentem esse mundo com fome do Belo. Esse mundo que vive tantas feiuras, tantas desilusões... Somos instrumentos que precisam do toque certo. Tenho comigo que relacionamentos que acabam, sejam eles quais forem, são frutos dessa falta do toque certo. Aquele que faz nascer a música. E nasce da junção do instrumento com o que vai tocá-lo. Nunca fazemos música sozinhos. Precisamos aprender a tocar e a deixar ser tocado. Precisamos nos render mais, aproximarmos mais e deixar que nasça a verdadeira música que o mundo deve ouvir.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Ruínas

Todas essa pedras amontoadas no chão foram um dia uma história, uma vida, uma amizade... Foi construída assim como não quer nada. Cada dia um tijolo, um cimento, uma edificação. Foi sendo erguido devagar no bate papo descontraído, nas confissões nas horas de luta, nos suores derramados no calor do dia. Foi sendo criado quase que do nada aquele prédio alto e bonito de nossa amizade. De longe o poderíamos vislumbrar. Que monumento aquele? Que belo quanto pronto. E ficará pronto um dia? Um dia. Um dia bem distante porque estamos sempre em tranformação constante. Todos viam nossa união, muito desejavam fazer parte daquela roda que não era fechada em si mesma, nunca foi porque não era preciso. Nossa amizade era tão sólida que os ventos sopravam em vão. Tinha alicerces firmes. Nada o derrubraria então. Mas, que engano. Internamente foram aparecendo as pequenas rachaduras, pequenos furos que não demos importnância alguma. Daí aquelas infiltrações que pingavam no nosso chão. Vazamento por todo lado. Tudo esvaindo-se... O mofo foi tomando conta do lugar. A poeira de fora assentando por toda a parte. Foi acontecendo tâo devagar, tão delicadamente que não demos muita importância. Uma hora consertamos, foi o que dissemos. Deixa que amanhã se vê isso... e deixamos... e esquecemos. No primeiro terremoto a estrutura não suportou e foi ao chão. Daquela amizade, apenas ruínas. Um amontoado de pedras desgastadas no chão da memória. E as pedras ainda contam como fomos felizes dentro de suas paredes que nos protegiam e hoje choram a saudade. E no meio delas nasce a flor branca de doce perfume chamada ESPERANÇA.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

O agora

Neste momento a vida me proporciona tanta coisa. O cotidiano me convida para mais uma vez olhar e desfrutar a beleza da existência. Existir é uma benção. Pena que a maioria não ache isso. Viver é a melhor aventura que temos e que podemos ter. Cada existência torna-se com isso sagrada, abençoada. E viver é exatamente tomar consciência de que existo neste exato momento. Não existo mais no passado que se escondeu nos arquivos da memória. Nem no futuro que ainda não aconteceu. Sou parte do hoje, do agora, do "nesse momento". É aqui que existo com meu jeito de ser, com meus erros e acertos, com minhas fantasiosas realidades e reais realidades. Sou parte desse relógio sem ponteiro que pulsa a cada momento. Isso é maravilho.
O agora nos espera para sermos UM com ele. E desfrutarmos toda uma soma de coisas que constroi a vida. Claro que podemos recusar e viver uma psedovida num espaço e tempo criado pela nossa imaginação ou podemos nos lançar ao que é verdadeiro e essencial em nós. O tempo vai passando, passando, passando... Cada minuto, segundo torna-se precioso. Os dias vem e logo se despede. Viver é urgente. Viver é mais do que urgente. É questão de vida ou morte! Nós que decidimos. Abraçando o agora ficamos com o verdadeiro e damos valor aquilo que temos em mão. Viver é tomar consciência do agora em nós....

terça-feira, 16 de julho de 2013

O homem do piano

Nesse momento os dedos ágeis batem no teclado de modo delicado. E a atmosfera enche da música mansa, melódica... um som triste. Ah se minha solidão cantasse... Talvez seria esse o fundo perfeito. O homem se entrega numa paixão toda musical. Enquanto toca emite uns sons pela boca. Algo que lembra gemidos. A música o penetra profundo parecendo existir somente ele e o piano. É gostoso de ouvir. Somos embalados no seu sentimento. Ele compartilha conosco o que é seu mais fundo, mais profundo. Pelas teclas do piano ele nos comunica o incomunicável. E nós bebemos de sua fonte.
Sou tomado por certa curiosidade: o que o levou a aprender piano? Que não é todo dia que vemos, ou melhor ouvimos alguém tocar piano. Principalmente num lugar público como esse que estou. Pergunto-me também se ele navega na música. É mar imenso e todo azul. Somos seus tripulantes indo... Indo para onde? Talvez nem mesmo ele o saiba de certo. Talvez nem mesmo ele saiba que estamos com ele. Que estamos tripulados em seu návio rumo a algum lugar ou a lugar nenhum. Talvez seja assim, talvez tenha que ser assim... Navegar sem rumo apenas sentindo a música nos envolver nessa doce viagem.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Esperando

Já fiz tudo que estava em minha mãos. Tudo o que me cabia, agora deixo o tempo despertar  as sementes lançadas que plantei com a esperança e estou regando com minhas lágrimas. Sei que um dia comerei os frutos da promessa e virei a sentir seu sabor... Sabor de vitória que me dirá que valeu a pena cada minuto esperando. Até lá ainda sinto que deverei trilhar muitos caminhos que nem sei para onde me levarão. Levo comigo na bagagem muitos sonhos ainda para serem plantados... O mundo que é todo um deserto vou plantando sonhos e esperando que se torne um dia um lindo jardim onde pousarei meu olhar e verei o possível num mundo de impossibilidades. Verei que cada amanhecer é um milagre e que a vida é feita de espera para se alcançar... Lá na frente em algum lugar verei tudo que desejei se transformar em realidade pura. Tenho fé na vida. Cada não me aproxima de um sim. Vou seguindo em frente sem medo de ser feliz. Vou batendo nas portas até que uma esteja aberta. O que importa é que terei o que espero. Mais cedo ou mais tarde.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Perdidos

Não sei. Simplesmente não sei contabilizar se na vida temos mais perdas que ganhos. Nunca contabilizei apenas fui vivendo cada passo, cada instante do meu absurdo porque a vida em si não precisa de lógica alguma, não precisa saciar as interrogações que tantas vezes nos enchemos. Ficamos meio a deriva de nós mesmos quase sempre sem um porquê exato. Então essa deriva é vida? Também. Vive-se do melhor jeito possível com perdas também. E como determinar o bem ou o mal delas? Perder é ruim? Nem sempre. Ganhar é alegria pura? Nem sempre. Acredito que exista uma balança no universo que equilibra todas as coisas. Acredito que algumas vezes teremos que perder pelo bem do universo e nosso também. E outras vezes ganhar para que o universo ganhe também.... E nessa balança vamos pesando o que a cada momento recebemos da vida. Vamos guardando dentro de nossas bagagens para lá na frente usarmos.
Falo de perda porque nos ultimos dias me perdi de mim mesmo. De repente notei que já não me fazia companhia, que simplesmente evaporei no tempo e no espaço e ficou apenas a carapaça. Minha essência parece que sumiu... Sou um rosto sem rosto, um corpo sem alma, uma vida sem vida... Como escondido no mais denso inverno. E não me acho de maneira alguma. Tenho tentado me encontrar. Olho daqui, procuro ali e nada. Nada. Grito meu nome. Quem sabe eu respondo? E nada. O vento assobia no meu horizonte vazio.
Talvez eu me encontre como quando encontro os meus objetos perdidos por aí... Procuro, procuro e não acho, então desisto, deixo pra lá... E daí encontro como por mágica.
Infelizmente não estou só eu perdido. Nos caminhos da existência vejo outros rostos vazios e alma oca. Sorriem, choram, gritam, falam e vivem sem viver realmente.
Dá uma vontade de dizer para eles " Hei estou me procurando por aí, se vocês acharem me avisem. Fique tranquilo que farei o mesmo se me deparar com seu eu verdadeiro"

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Eu manifesto

Aproveitando essa onda de manifestações que explodiram aqui e ali no país devido não somente ao transporte público como também a todas as formas de desrespeito que o cidadão é alvo, quero deixar também meu manifesto aqui em forma de palavra, em forma de simples palavras que jogo no grande oceano da internet esperando que aporte nos corações. Quero gritar minha indignação ao qual todos os dias somos alvo dessa política mal feita onde somente os interesses da minoria são priorizados enquanto que o resto se lasque.
Pela TV pudemos acompanhar todas as manifestações onde a maioria fez com paz, respeitando todos. Porque protesto não precisa ser violento para atingir a meta desejada. Violência nunca foi e nunca será solução seja para qual for o problema. Violência é um modo errado de se chegar, só traz consequências desastrosas. Não sou a favor de qualquer tipo de violência, mas sou a favor de erguer a cabeça e a voz exigido nossos direitos. Se não fizermos isso sempre seremos deixados num canto qualquer como trapos velhos que nada servem apenas na hora de eleição.
Quero manifestar: Vamos quebrar as vidraças de nossas indeferenças, dos nosso orgulhos. Vamos derrubar muros que nos separam e nos enfraquecem. Vamos pixar nas consciências a verdade e o respeito que todos merecemos. Todos. Vamos erguer as bandeiras brancas da verdadeira paz e apertar as mãos dos que conosco compartilham da mesma sorte, triste sorte. Vamos gritar bem alto nossa indignação mas sem perdemos nossa dignidade, sem perdemos nosso foco. Vamos falar de verdadeira política nas escolas, nas ruas, nas nossas casas. Vamos aprender a criticar e exigir o certo. Vamos fazer nossa parte lembrando que o país não é feito por um só homem, somos muitos, somos milhares buscando uma mesma resposta a todas as perguntas que estão entaladas em nossas gargantas.... Vamos sair nas ruas, ou melhor do nosso mundinho particular e egoísta e mudar nossa história, sem isso vamos sempre dar poder a quem não merece.
E nós merecemos algo muito melhor no nosso futuro.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

E não foi...

Nascera para ser um astro brilhante que iluminasse o caminho de todos e ensinasse a ter esperança. Ninguém perto dele se sentiria perdido, triste oou abandonado à própria sorte. Todos o rodeariam porque viriam já nos tenros anos a vocação de lider. Nos seus olhos, nos seus gestos, na sua voz, em tudo se transpareceria sua força de liderança. Tudo nele exalava aquela segurança e calmaria... Deveria ter sido sempre seguro.
Nas rodas sempre deveria ter sido um bem humorado que transforma verdadeiras tempestades numa gota d'água. Todos ririam de seu jeito de ser, do deboche que ele faz do que se é viver, todos ririam de seu toque de gênio em frases que nasciam num meio de conversa, um pensamento que lhe surgisse. Quando abrisse a boca todos os presentes se calariam e prestariam a maior atenção porque ele nunca diziam uma coisa que não prestasse ou que não fosse útil. Tinha tanta experiência... Sabia exatamente o que dizia e tornava tudo tão simples quando falava. Ele era a própria aparência de tranquilidade, nunca esquentava a cabeça com nada, nunca perdia tempo com a tristeza, guardava sempre o seu sorriso no rosto que emoldurava seu modo feliz de ser. Vivia como que agradecido por ser quem era e por viver o que vivia ou ainda o que não vivia e viria ainda a ser. O futuro chegaria e ele já estaria de braços abertos para a nova aventura. Vida , para ele é aventurar-se sempre. Uma aventura radical... ou vai ou desiste... Ele nunca desistia. Aquele brilho lhe acompanhava sempre. E todos se sentiam magnetizado por ele mesmo que nãoa quisesse. Ele era especial e assim deveria ser.
Deveria ser e não foi...
E não foi porque ele nunca acreditou que poderia ter sido.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Bendita solidão

Hoje se comemora o dia dos namorados onde celebramos o amor á dois porque sozinho seria platônico ( e tantos tem por aí). Dia de falar de amor, de fazer amor (hummmmm), de espalhar amor por todos os cantos e decorar a vida com aqueles coraçãozinhos e balões da cor da paixão... Então, nada mais conveniente do que falar sobre amor aqui... Exato? Errado... Falarei de outro assunto muito importante, tanto quanto o amor... Falarei sobre a solidão. Tenho certeza que muitos abriram a boca de espanto ou fizeram caretas de reprovação, ou são feios assim mesmo...
Voltando ao tema... Solidão é algo que se vive sozinho (claro), é algo doloroso que muitos fogem como o Diabo da cruz, mas quero dizer que solidão é algo positivo em determinado tempo, é algo que vitaliza nossas relações e é tão necessário quanto respirar. Solidão é o entrar em si mesmo, ouvir-se, sentir-se, enxergar-se por si mesmo. Temos a eterna mania de nos enxergar através dos outros e tem tantos cegos por aí que não vê um palmo diante do nariz.
Teve momentos em minha vida que eu sofria de solidão. Via-me rodeado de pessoas, mas ao mesmo tempo estava tão distante. Ficava triste de não ter ninguém para compartilhar. Hoje vejo que tem seu lado bom. A solidão nos permite ir e vir sem ter que responder aos fatais interrrogatórios "onde você estava?" ou então "por que se atrasou?" e por aí se segue. Odeio interrogatórios. A solidão permite que sejamos autênticos porque daí não preciso ser o que não sou para agradar um grupo. Não preciso dançar conforme a maioria, tenho liberdade de ser o que eu quiser e quando quiser e ai de quem não deixa...
A solidão permite que nos façamos companhia. Ficamos tão largados no meio da multidão, sempre olhando para o outro, conversando com o outro, interessando pela vida do outro que esquecemos que taambém somos importantes, que merecemos nossa própria companhia, merecemos que nossos ouvidos nos escutem de vez em quando, merecemos um pouco de carinho, de atenção, de colo. Senão acontecerá que um dia morreremos de susto quando se olhando no espelho vemos aquele estranho nos olhando do outro lado.
A solidão não é ausência e nem falta, ao contrário é presença onde através dela acabamos valorizando a presença das pessoas, o que elas são, por mais chatas que podem ser....
Para terminar conheço um senhor que começou a formar familia cedo e teve vàrias mulheres e vàrios filhos e com isso vàrios netos e bisnetos enfim. Vejo na sua cara a necessidade de solidão quando filhos, netos, bisnetos e toda a árvore genealógica bate na porta dele pedindo ajuda ou conselho ou simplesmente uns dias de hospedagem sob seu teto.
Bendita seja sempre a solidão!!!!!!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Pintando o diabo

É uma criatura que mete medo. Tem uma aspecto bem medonho, asas de morcego gigante e uma cara desfigurada. Todo seu corpo cheira a enxofre, e sai fumaça de suas narinas. Tem chifres no alto da cabeça e o pés lembram de um bode ou algo assim. É gigantesco e suas mão são garrras de unhas bem longaaaaaas. Essa é uma das descrições que se faz do demônio ao longo dos séculos e até hoje temos essa figura bem sedimentada em nossas mentes... Por que?
Essa desrição, ao que me consta foi feita pela primeira vez pelos gregos, mas não tenho muita certeza. Foram os primeiros que pintaram o demônio dessa forma bem horripilante. Mas, qual seria a intenção disso visto que segundo as sagradas escrituras o Lúcifer (o chefe do inferno) era o mais lindo anjo que existia diante de Deus, tanto que seu nome significa "LUZ" ou "GRANDE LUZ". Bem, conta-se que o diabo foi pintado dessa forma para dar medo nas crianças, uma forma bem cretina de educar pelo medo, pelo trauma, etc...
E funcionou como uma luva. Até hoje muitos de nós temos essa imagem do mal, sendo que na verdade o mal é belo, mortiferamente belo para nos atrair. Aí está o perigo... Mas, essa é outra história. Quero falar sobre como nós acreditamos nessa imagem que nos passam facilmente. Basta que alguém abra os lábios e diga algo, uma opinião. Pronto, estamos infectados. Acreditamos no que os outros dizem facilmente porque damos uma grande valor ao que o outro pensa.
Sem perceber vamos caindo nessa cilada de viver sempre construindo uma imagem do que acreditamos ser aceitos pela sociedade e se isso não funciona, caimos numa tristeza mortal. Somos bobos nisso sim. A oipinião do outro cresce tanto aos nossos olhos que paramos de viver, fiicamos preso aquela imagem pintada pelo outro. Acreditamos naquela baboseira toda.
O outro é um ser humano tanto como nós e enxerga o mundo com a mesma e até mais miopia que nós todos. Ele acredita dentro de sua vaidade que o que acha que vê é verdadeiro.... Sempre vai expor sua opinião distorcida da realidade. Então, quando alguém disser alguma coisa sobre nós, uma crítica fique com o que é bom e te fará crescer o resto jogue no lixo. Vamos mandar esse diabo chifrudo e medonhos pro lugar dele lá no inferno, bem longe de nós, ok?

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Besteiras

DEVE estar estranhando um pouco o tema que escolhi mas me dará razão ao que andei percebendo pelo nosso cotidiano. É normal hoje em dia vermos que muita gente faz sucesso por aí. De um dia para outro a pessoa, antes uma anomima que nunca vi mais gordo, se tranforma na ultima sensação do momento, torna-se o assunto nas rodas, no círculo de amigos, torna-se referência de alguma piada.... Claro que a internet ajuda muito nessa propagação que pega mais do que erva daninha. Por isso, se você, meu caro (a) pretende ser visto e comentado basta que fale ou faça besteira.
A besteira é a grande moda do momento em todo lugar que se anda nesse mundo globalizado que de grande em sua geografia se tornou pequeno em outros aspectos fazendo que o B612 do pequeno princípe pareça uma suntuosa mansão comparado ao nosso planeta. É o poder da Besteira que espalha por aí.
Veja que a besteira está em toda parte por onde passamos ou respiramos. Ela invadiu os meios de comunicação, invadiu escolas, mentes e corações. Há besteiras em música que deixou de chamar assim porque não diz coisa com coisa ou quando diz é coisa que não se acrescenta em nada, que não ajuda no desevolvimento daquele indivíduo.... A música é apenas um barulho, a letra pouco importa, o que importa é que embale corações e se torne hits por aí. Há besteiras na literatura que ensina qualquer coisa para qualquer um, tem biografia de gente pop que pensa que é gente e que sabe escrever.... Tem historinhas melosas ou então picantes (pornografia pura em forma de letrinhas). Deus do céu, onde vamos parar? Temos besteiras nas modas, nas gírias, nos assuntos.... Ninguém tem mais assunto que realmente edifique. As palavras estão cada vez mais vazias na boca da multidão. Culpa de quem? Nem imagino. Talvez de todos que acabaram aderindo as besteiras por aí.
A besteira atinge todas as classes sociais e profissões. Tem ainda gente que são profissionais em besteiras. Quer um exemplo: politícos. Em época que campanha, quantas besteiras e depois de eleito (orque a massa gosta de algumas besterinhas, depois reclama para fazer charme) depois de eleito continua fazendo besteiras maiores em nome da Democracia.... Enfim, tem besteiras pra todo lado e para todo gosto... Basta seguir a maioria.

terça-feira, 4 de junho de 2013

A sessão

  O pequeno cubículo que é o nosso quarto foi aos poucos se transformando com a chagada dos parentes uma sala de cinema. Todos ávidos para assistir os filmes novos que emprestamos de uma vizinha e nova amiga. E o cinema acontece diante de uma TV de 42' , onde dá para ver todos os detalhes das cenas. Cada qual foi ocupando o seu lugar na grande e forte cama. Como sei disso? Porque está lá em pé depois de suportar o peso de oito pessoas ou mais.
  Como eu estava dizendo: cada um foi ocupando o seu lugar com toda aquela educação exemplar, ou sej, mandando o outro chegar para lá, beliscando o companheiro que colocou o pé em cima da perna dele, gritando com o outro que colocou o cabeção bem em frente da tela, por aí segue. Até que chega o momento de tanta guerra familiar os animos acalmam.
  A escolha do filme é outra história dentro desta história. Que escolher? Tantos títulos conhecidos... Todos interessantes. Claro que tem que ser de Terror senão não tem a menos graça. Querem ver sangue, carnes sendo cortadas, gritos, correria , mortes... isso bastaria abrir a janela penso com os meus botões e pode ainda haver muita interatividade.
   Escolhido o filme todos calam a boca, bem quase todos porque alguns ainda insiste em ficar tagarelando sem parar, mas com a ameaça de ser expulso do cinemão se cala imediatamente. Todos assistem atentamente o inicio daquela história macabra que promete. Como todo início é um pouco chato por ser introdutório... Logo fica interessante quando acontece a primeira morte e depois outra, outra e outra e outra, Meu Deus, não para mais. Olho para o lado, os meus companheiros nem piscam, atentos ficam naquele derramamento de sangue e vida. Todos esboçam um sorriso que aparenta do assassino do filme.
   Esqueci de dizer que pensamos na pipoca porém no ficou no pensamento mesmo, o que teve foi muito café frequinho que todos sorviam vorazes. Fazia frio. Café quente era a pedida. O silêncio da platéia me chamou a atenção, claro que havia ruídos ao redor, um gritinho abafado, um suspiro e outros sons supeitos que prefiro esquecer... Bem, tudo foi tranquilo. Terminado o filme ficamos alegres, era uma boa história e como verdadeiros críticos cada um expôs seu ponto de vista e a cena mais legal. Cada um saiu desta sessão prontos para qualquer outra história que a vida vier nos convidar a fazer parte

Aqueles olhos

   Aqueles olhos outra vez... Ali logo na esquina de minhas incertezas. Eles me viam, me invadiam, me avaliavam.... Alimentando-se de minhas dores.... Ali no meio de minha escuridão mais espessa aqueles olhos  brilhavam sua luz negra de julgamentos. Eu era o réu, mas de que crime? Que teria feito ou deixado de fazer para sentir o peso daquele olhar sobre mim que é mais pesado que concreto, mais áspero que nunca, mais seco que o solo de um sertão qualquer... Ele me dessecava, me analisava, e já possuía um veredito.... Naqueles olhos pude me ver jogado em castigos penosos e aquela indiferença  ao  meu sofrer. Sofro muito. Queria dizer, dizer não mas gritar e gritar bem alto. E não gritar que sou inocente porque isso é que todo  culpado grita por aí. Não. Apenas  gritar a dor de um culpa normal que me acompanha, que me assombra e que terei que enfrentar.
     Queria dizer àqueles olhos que já me olhei muitas vezes daquela forma cruel e que já me condenei muitas vezes... Castigos? Muitos, diversos que nem menciono aqui. Sou essa vitima de minha maldosa inocência. Sim, sou vitima dos meus pecados que de mortais tem apenas seus efeitos desastrosos em mim.
    Sinto que estou sendo observados por eles o tempo todo, cada  passo é investigado detalhadamente e nada posso fazer. Lutar, fugir, brigar ou qualquer outra forma de defesa impossível para mim... Sou impotência em pessoa..... Enquanto isso vou vivendo sem ou com culpa de apenas ser humano e nada  mais

Mergulho

      E de novo estou eu na beira do precipício de mim mesmo. Sei que não posso voltar pelos caminhos percorridos... já fugi demais e uma hora sei que terei que enfrentar. Ah! Se eu apenas pudesse voar além daquele horizonte que me acena a mão amiga... se pudesse pegar carona nas asas do vento e ir para bem longe de mim mesmo... do que sinto... de minha cruel realidade... além dos meus sonhos... sim meus sonhos que atormentam pedindo que os realize. Que me puxam para baixo para que os olhe e lhes dê alguma chance.... Queria apenas não poder mais pisar em meu solo tão sagrado. Temo os mistérios que podem a vir mostrar seu rosto (que é o meu próprio rosto). Não olho mais os espelhos além do necessário.... vejo-me apenas quando possivel. Por que? Não sei dizer ao certo apenas faço sem saber ou pensar nos porques. Pensar é tocar nesse solo que é tão gelado, ressequido, as vezes é uma lamaçal sem fim em dias de lágrimas. Chove dentro de mim e fora também. O precipício me chama. Já sabe que estou aqui e que não tenho escolha. Là vou eu me lançar nesse abismo nebuloso que sou eu... e assim tentar poetizar mesmo sangrando o meu mergulho.