segunda-feira, 22 de julho de 2013

Ruínas

Todas essa pedras amontoadas no chão foram um dia uma história, uma vida, uma amizade... Foi construída assim como não quer nada. Cada dia um tijolo, um cimento, uma edificação. Foi sendo erguido devagar no bate papo descontraído, nas confissões nas horas de luta, nos suores derramados no calor do dia. Foi sendo criado quase que do nada aquele prédio alto e bonito de nossa amizade. De longe o poderíamos vislumbrar. Que monumento aquele? Que belo quanto pronto. E ficará pronto um dia? Um dia. Um dia bem distante porque estamos sempre em tranformação constante. Todos viam nossa união, muito desejavam fazer parte daquela roda que não era fechada em si mesma, nunca foi porque não era preciso. Nossa amizade era tão sólida que os ventos sopravam em vão. Tinha alicerces firmes. Nada o derrubraria então. Mas, que engano. Internamente foram aparecendo as pequenas rachaduras, pequenos furos que não demos importnância alguma. Daí aquelas infiltrações que pingavam no nosso chão. Vazamento por todo lado. Tudo esvaindo-se... O mofo foi tomando conta do lugar. A poeira de fora assentando por toda a parte. Foi acontecendo tâo devagar, tão delicadamente que não demos muita importância. Uma hora consertamos, foi o que dissemos. Deixa que amanhã se vê isso... e deixamos... e esquecemos. No primeiro terremoto a estrutura não suportou e foi ao chão. Daquela amizade, apenas ruínas. Um amontoado de pedras desgastadas no chão da memória. E as pedras ainda contam como fomos felizes dentro de suas paredes que nos protegiam e hoje choram a saudade. E no meio delas nasce a flor branca de doce perfume chamada ESPERANÇA.

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