O pequeno cubículo que é o nosso quarto foi aos poucos se transformando com a chagada dos parentes uma sala de cinema. Todos ávidos para assistir os filmes novos que emprestamos de uma vizinha e nova amiga. E o cinema acontece diante de uma TV de 42' , onde dá para ver todos os detalhes das cenas. Cada qual foi ocupando o seu lugar na grande e forte cama. Como sei disso? Porque está lá em pé depois de suportar o peso de oito pessoas ou mais.
Como eu estava dizendo: cada um foi ocupando o seu lugar com toda aquela educação exemplar, ou sej, mandando o outro chegar para lá, beliscando o companheiro que colocou o pé em cima da perna dele, gritando com o outro que colocou o cabeção bem em frente da tela, por aí segue. Até que chega o momento de tanta guerra familiar os animos acalmam.
A escolha do filme é outra história dentro desta história. Que escolher? Tantos títulos conhecidos... Todos interessantes. Claro que tem que ser de Terror senão não tem a menos graça. Querem ver sangue, carnes sendo cortadas, gritos, correria , mortes... isso bastaria abrir a janela penso com os meus botões e pode ainda haver muita interatividade.
Escolhido o filme todos calam a boca, bem quase todos porque alguns ainda insiste em ficar tagarelando sem parar, mas com a ameaça de ser expulso do cinemão se cala imediatamente. Todos assistem atentamente o inicio daquela história macabra que promete. Como todo início é um pouco chato por ser introdutório... Logo fica interessante quando acontece a primeira morte e depois outra, outra e outra e outra, Meu Deus, não para mais. Olho para o lado, os meus companheiros nem piscam, atentos ficam naquele derramamento de sangue e vida. Todos esboçam um sorriso que aparenta do assassino do filme.
Esqueci de dizer que pensamos na pipoca porém no ficou no pensamento mesmo, o que teve foi muito café frequinho que todos sorviam vorazes. Fazia frio. Café quente era a pedida. O silêncio da platéia me chamou a atenção, claro que havia ruídos ao redor, um gritinho abafado, um suspiro e outros sons supeitos que prefiro esquecer... Bem, tudo foi tranquilo. Terminado o filme ficamos alegres, era uma boa história e como verdadeiros críticos cada um expôs seu ponto de vista e a cena mais legal. Cada um saiu desta sessão prontos para qualquer outra história que a vida vier nos convidar a fazer parte
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