quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A fração eterna

São momentos como aquele de estar num assento de cinema assistindo a um filme qualquer com a pessoa certa que sinto a vida por inteiro. É como se eu visse o futuro sorrindo e a estrada aberta sem qualquer barreira. O mundo todo parece uma sinfonia harmoniosa. Neste momento simples que sinto o ar entrando e alimentando cada célula. Uma vida gratuita...
Os olhos indo e vindo. As mãos tateando cheios de carícias a alma alheia. As palavras preenchendo lacunas e não deixando o medo entrar.
Pareciamos velhos amigos... em cada palavra a descoberta de que não somo diferentes, mas pertencentes a um mesmo mundo. O universo sorrindo, sorrindo ou seria eu?
Sei que são apenas fragmentos que acontecem. Como um raio que brilha em meio a um céu escuro. De repente tudo claro, tudo possível de se ver, de se admirar. Naquela fração de momento senti que posso ser feliz ao seu lado como naquele banco de cinema. Ou melhor ainda, poderemos construir nosso próprio filme de amor, de vida a dois. Um caminho que se segue em frente, mas sem ter na bagagem a solidão atormentada. Agora carrego em minha bagagem doces lembranças da orquestra que meu coração regeu ao te ver, ao te sentir. Vi sua alma sem o mistério e fascinei com a transparência.
Neste vale que caminhamos, vamos aproveitar tudo que nos sorri. Cada flor será testemunha de nossa primavera. Cada inseto dará o tom necessário da simplicidade que temos que ter e ser. Cada cor pintando nossos quadros dos beijos apaixonados... enfim... cada passo será rumo ao teu olhar que me disse ser possivel ser feliz mesmo que numa fração de segundos eternos.

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