Lá estava minha lua que não vejo mais... e também minhas estrelas que pararam de sorrir em minhas noites. Algo me diz que não verei tão cedo o sol brilhar. A ùnica luz que vejo são pontos longiquos de lembranças que acenam num despedida ou numa chegada? Nunca se sabe.
Olho meu céu e tremo de pavor. Nada vejo. Essa escuridão me diz que minha noite é infinita. Que é melhor se acostumar porque será assim por um bom tempo. Esperança. Sei que é um virtude. Sei que devo cultiva-la,mas nesse momento é apenas um nome de uma música que ouvi em qualquer esquina e se calou. Sinto-me sem esperança, sem nada. Estou vivo? Sim respiro ainda se viver for apenas respirar porque todo o resto está coberto pelo eclipse que teima em existir. Possivelmente ele exista para que possamos dar valor aos dias ensolarados, aos dias festivos que as crinças brincam na rua. Agora quero brincar, mas nessa escuridão estou sozinho e sem sono. Se eu dormir não sonharei.
Tudo se torna misterioso demais neste negror. Toco com cuidado. Piso com cuidado. Olho com cuidado. Tudo em vão. Esse noite é afiada como um faca e vai me cortar em mil pedaços.
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